terça-feira, 28 de outubro de 2014

História do Porto do Itaqui será destaque na programação da Felis

Sala Nosso Porto, inaugurada em maio deste ano no Convento das Mercês, poderá ser visitada durante a Feira do Livro de São Luís, que começa sexta.
 
Foto: Arquivo
Imagem do Porto do Itaqui em 1965
 
A programação da 8ª Feira do Livro de São Luís, que será realizada de 31 de outubro a 9 de novembro no Convento das Mercês, terá como um dos destaques a Sala Nosso Porto, que mostra um pouco da história do Porto do Itaqui. O espaço foi aberto em maio deste ano, com uma mostra permanente, resultado de uma parceria entre a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e a Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB).
Com a utilização de recursos tecnológicos, como o vídeo Visita em 3D ao Porto e também fotografias dispostas em totens, o público pode conhecer um pouco da construção, desenvolvimento e expansão do Porto do Itaqui.

Recepção - Ao chegar à Sala Nosso Porto do Itaqui, uma recepção muito especial. O capitão Gregório, personagem do vídeo em 3D, apresentará um pouco do dia a dia no Itaqui. O que envolve, por exemplo, as operações de atracação de navios e os termos técnicos comuns na área portuária e um pouco estranhos ou com outros significados na linguagem, como práticos, berços, calado, rebocadores, contêineres, entre outros.
Do início da construção do Itaqui, na década de 60 até a entrega do berço 108, previsto para o final de 2014, quase 50 anos se passaram. O porto maranhense expandiu e hoje movimenta cerca de 15 milhões de toneladas/ano em seus sete berços multiusos. A Emap, criada em 2001 para administrar o Itaqui, aposta na expansão da infraestrutura portuária, na capacidade de execução na área operacional, no desenvolvimento de pessoas e na eficiência multimodal do porto para a expansão dos negócios. Atualmente, o porto maranhense oferece solução logística para os empreendimentos que se instalam no estado, alcançando volumes e quantidades nunca registrados.
 
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O dia a dia no Itaqui, conduzido por uma gestão por resultados, levou o porto a bater recorde histórico de movimentação de cargas. Em 2012, fechou com 15,7 milhões de toneladas, sendo o porto público que mais cresceu, 12,8%, enquanto a média nacional não chegou a 3%. Em 2013, marcas históricas foram alcançadas, como o quantitativo para a soja, o fertilizante, o carvão, o etanol, o cobre e o clínquer. O tempo de espera médio dos navios para atracar no porto maranhense foi reduzido em 59%. A receita da Emap aumentou em 56% de 2011 a 2013.

Leia também A epopeia do Itaqui

Petrobras receberá propostas para licitação na Refinaria Premium I

Propostas a serem recebidas no dia 10 de dezembro serão para construção e operação dos sistemas de tratamento de água industrial e de efluentes.

Foto: Flora Dolores
Placa sinaliza área onde se instalará a Refinaria
Embora não queira comentar o andamento de licitação para a Refinaria Premium I, em Bacabeira, a Petrobras deve receber no dia 10 de dezembro as propostas para a construção e operação dos sistemas de tratamento de água industrial e de efluentes do empreendimento, no Maranhão.
O investimento estimado na construção e operação dos sistemas de tratamento de água industrial e de efluentes é de R$ 1,2 bilhão. Durante o processo, foram convidadas a participar da licitação as empresas GE, Siemens, Odebrecht Ambiental e as francesas Degrémont e Veolia.
No entanto, devem entregar propostas dois consórcios, um formado pela Odebrecht Ambiental com a francesa especializada em tecnologia de águas Veolia e outro pelo grupo JBS e a empresa brasileira de sistemas de controle ambiental Enfil.
A participação do grupo JBS (Friboi) surpreendeu o mercado, pois até então sua atuação era voltada para a atividade de carnes e celulose. A empresa brasileira entrará no negócio com as garantias enquanto o grupo francês Enfil com a operação e construção de sistemas para água.
A Refinaria Premium I passou por um longo período de avaliação, pois quando o projeto foi lançado pela Petrobras estava orçado em R$ 40 bilhões. Esse valor de investimento, porém, foi reavaliado e submetido a métricas internacionais.
Com isso, então, o empreendimento foi redesenhado no exterior, para reduzir custos e se tornar mais viável. Este ano, mudou da condição de projeto em avaliação passando a integrar o novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobras na carteira de processo em licitação, assim como a Premium II, no Ceará.
A partir de março deste ano, foram emitidos convites ao mercado referentes às unidades de geração de hidrogênio e de tratamento de água e efluentes. A previsão de entrada em operação da primeira etapa da Premium I é 2018.
Em sua primeira fase, terá capacidade para produzir 300 mil barris/dia. Após a conclusão das obras, serão 600 mil barris/dia. A Refinaria Premium I produzirá óleo diesel, querosene de aviação (QAV), nafta petroquímica, GLP (gás de cozinha), bunker (combustível para navios) e coque. A intenção da Petrobras é que a produção do empreendimento atenda ao mercado nacional.

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A Petrobras e a Sinopec assinaram, em junho do ano passado, Carta de Intenções com o objetivo de desenvolver estudo conjunto para o projeto da Refinaria Premium I e a possível viabilidade de criação de uma joint venture entre as empresas, para implementação do empreendimento em Bacabeira.

Sarney poderá ser Ministro da Cultura

Do blog do John Cutrim
O renomado e experiente jornalista Helio Fernandes, do Tribuna da Imprensa, informa que o senador José Sarney será ministro do governo Dilma Rousseff: ”Noticia que dou com pesar(opinião do Helio,com a qual não compactuo): Lula pediu a Dilma para convidar José Sarney para Ministro da Cultura. Ela já convidou ele aceitou, e acrescentou; “Serei Ministro e ao mesmo tempo presidente da Academia”.

Alguém comentou: “Para presidir a Academia é preciso morar no Rio”. Resposta rápida do senador (ainda) sem constrangimento: “Rui Barbosa presidiu a Academia morando na Bahia”.

Abaixo, a íntegra do que escreveu Fernandes:

PS5- Noticia que dou com pesar: Lula pediu a Dilma para convidar José Sarney para Ministro da Cultura. Ela já convidou ele aceitou, e acrescentou; “Serei Ministro e ao mesmo tempo presidente da Academia”.

PS6- Alguém comentou: “Para presidir a Academia é preciso morar no Rio”. Resposta rápida do senador (ainda) sem constrangimento: “Rui Barbosa presidiu a Academia morando na Bahia”.

sábado, 25 de outubro de 2014

Show de Zizi Possi esta noite em São Luís


 
É hoje à noite a única apresentação da cantora Zizi Possi em São Luís. Considerada uma das divas da música brasileira, ela se apresenta na casa de eventos “Palácio Luís XIII”, numa produção dos empresários Rodolfo Silva e de sua mãe Ana Lúcia Faray, com o show “Tudo se Transformou”. O belo espetáculo coleciona muitos aplausos recebidos por onde tem se apresentado. E traz um repertório que inclui as músicas escolhidas por Zizi Possi para o seu novo CD. “Tudo se Transformou” é o título de um dos mais famosos sambas de Paulinho da Viola, também incluído no repertório do espetáculo que tem canções de outros grandes autores da música popular brasileira, como Chico Buarque, Geraldo Vandré, Anastácia, Dominguinhos, Guilherme Arantes, Gonzaguinha, entre outros. Os ingressos para o show de Zizi Possi incluem serviços de buffet, espumantes, água e refrigerante.

Cemar recebe prêmio por excelência em gestão

 
 
A Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) realizou, em São Paulo, a 23ª edição do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), um reconhecimento à excelência em gestão de empresas sediadas no Brasil e um dos eventos de maior prestígio no segmento empresarial brasileiro. Nove empresas foram reconhecidas pela excelência da gestão, entre elas a Companhia Energética do Maranhão (Cemar). Eleita Destaque no critério de Estratégia e Planos, a Cemar foi representada pela diretora de Gente e Gestão da empresa, Carla Medrado (foto), e pelo gerente de Comunicação e Marketing, Carlos Hubert Oliveira, a Cemar recebeu o título do presidente do Conselho Curador da FNQ, Wilson Ferreira Junior. Segundo Carla Medrado, foi uma honra receber o prêmio da FNQ, fruto de um trabalho que se estende desde 2007, quando a empresa maranhense buscou atualizações e renovações no modelo de negócio, seguindo como base o Modelo de Excelência da Gestão. "Temos um grande orgulho da nossa empresa. Acho que um evento como este só reforça a vontade de continuar no caminho certo. A empresa trabalha na melhoria dos seus processos que buscam a excelência na gestão", ressaltou. Carla Medrado ainda afirmou que a satisfação é ainda maior por ser a primeira vez em que a empresa é reconhecida pela FNQ. "Desde que começamos este novo modelo, nos inscrevemos todos os anos. É uma excelente sinalização do trabalho que estamos desenvolvendo. A FNQ tem papel fundamental nessa trajetória, pois ela sempre nos oferece uma consultoria de gestão", ressaltou.

Vale movimentou mais de 5,3 mi/t nos primeiros quinze dias deste mês

Terminal Ponta da Madeira recebeu 27 navios na primeira quinzena de outubro e registrou volume maior de carga, comparado ao mesmo período de setembro.

Foto: Divulgação
Navio atracado em um dos berços
A movimentação da Vale na primeira quinzena de outubro superou o mesmo período de setembro. No período de 1º a 15 deste mês, o volume movimentado em quatro berços do Terminal Ponta da Madeira chegou a 5.363.072 toneladas (t), superando as 4.743.917 t registrados na primeira quinzena de setembro.
Nesse período, dos 27 navios que atracaram no terminal da Vale, três foram da classe Valemax: Shandong da Zhi, com bandeira de Singapura; Sea Maranhão, com bandeira das Ilhas Marshall, e o Ore Dongjiakou, também com bandeira de Singapura.
O píer que mais recebeu navios nesse período foi o 3 Sul, com 10 embarcações. Apesar disso, o berço 1 - que recebeu sete navios - foi o que mais carregou, com 1.873.870 t ante 1.731.728 t do 3 Sul. Já o píer 3 Norte foi o que registrou o menor volume de carga, com 543.525 t, apesar de ter tido uma movimentação de navios (4) maior que os berços 2 e 4 Sul com três navios cada um.
Segundo relatório da Pratimar, do total de 66 navios que atracaram no complexo portuário de São Luís - incluindo o Porto do Itaqui e o terminal da Alumar -, 27 fizeram operações no Terminal da Ponta da Madeira, sendo quatro no berço 3 Norte, sete no berço 1, 10 no berço 3 Sul, três no berço 4 sul e três no berço 2. Nos 15 primeiros dias deste mês, o Porto do Itaqui recebeu 28 navios, sendo 7 no berço 102 Centro, seis no 104, cinco no 105, quatro no 101 Sul, três no berço 100 e três no 103 Norte. Já o Terminal da Alumar recebeu 11 navios no período.

Destaque - No segundo trimestre deste ano, o Terminal Ponta da Madeira liderou o ranking da movimentação portuária entre os Terminais de Uso Privado (TUP), com 27,1 milhões/t, o que representou uma alta de 18,2% frente ao mesmo intervalo de 2013. A Vale também figurou em segundo lugar na lista, com o TUP Tubarão (ES), com 26,9 milhões/t, resultado inferior 3,2% em relação ao ano passado. Outro destaque foi o TUP Alumar, com 3,4 milhões/t no segundo trimestre deste ano, resultado 9,2% maior do que o registrado no mesmo período de 2013.
De acordo com relatório da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado no início deste mês, referente às estatísticas de movimentação portuária do segundo trimestre de 2014, os TUP movimentaram 155,4 milhões de toneladas (t) brutas no segundo trimestre de 2014, o que representou um crescimento de 6,4%frente ao mesmo período de 2013.
 
Números

5.363.072t foi o volume de carga movimentada no Terminal Ponta da Madeira nos primeiros 15 dias deste mês
27 navios atracaram no terminal da Vale no período
10 embarcações atracaram no píer 3 Sul da Ponta da Madeira
66 navios atracaram no complexo portuário de São Luís - que inclui o Porto do Itaqui e os terminais Ponta da Madeira e da Vale - nos 15 primeiros dias de outubro

Vocação natural para diversificação energética traz vantagens ao MA

Além das hidrelétricas e do petróleo e gás, há grandes possibilidades nos campos eólico, solar e de biomassas.

 

Foto: Arquivo
Ricardo Guterres destaca potencial
 
A grande vantagem do Maranhão, segundo avalia o secretário Minas e Energia, Ricardo Guterres, é a possibilidade de produção de energia elétrica por meio de matrizes diversificadas. Além das hidrelétricas e do petróleo e gás, há grandes possibilidades nos campos eólico, solar e de biomassas.
“As energias eólica e solar abrem grandes possibilidades de investimentos, geração de empregos e negócios em municípios carentes do Maranhão”, afirmou.
O subsecretário de Minas e Energia, Francisco Peres Soares, reforçou a vocação natural para produzir energia de forma diversificada por meio de um potencial hidrelétrico inexplorado, bons ventos, grande irradiação solar, alta variação de marés e biomassa. “Somos um celeiro energético muito promissor”, disse.
Com relação a biomassas, as perspectivas apontam para o aproveitamento de resíduos de madeira, na área rural, e de lixo do meio urbano, para a produção de energia. “São energias limpas e processos produtivos que ajudarão a preservar o meio ambiente”, explicou Ricardo Guterres.
O volume de biomassa é equivalente à quantidade nacional produzida de fibras resi-duais de coco, café, fumo, algodão, milho e sorgo, e seria suficiente para gerar 150 mil empregos no setor de geração de energia.
Na área de hidrelétricas, há cinco projetos para instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Parnaíba e mais dois no Rio Tocantins. “As PCHs são ótimas para gerar energia não só para a linha nacional de transmissão de energia, como para pequenas comunidades e regiões”, assinalou Guterres.
Hoje, Ricardo Guterres e pesquisadores, como o professor da área de energia renovável do curso de Engenharia Elétrica da UFMA Osvaldo Saavedra; e Sofiane Labidi, do curso de Ciências da Computação, também da UFMA, e presidente da Academia Maranhense de Ciências, apostam na criação das condições tecnológicas, recursos humanos e infraestrutura como caminhos para consolidar o Maranhão como exportador de energia sustentável.

Matriz oceânica - Osvaldo Saavedra chama a atenção para o fato de o Maranhão ser um estado com capacidade para produzir energia a partir da matriz oceânica. Pesquisador nesta área, há anos, ele tem proposta aprovada no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para um projeto de uma usina maremotriz na Barragem do Bacanga. “A reforma da barragem já incluiria a instalação das turbinas”, explicou o pesquisador. Para ele, o Maranhão reúne todas as condições para a produção de energia oceânica, gerando de forma pioneira tecnologia e mão de obra especializada nesse ramo do saber científico.
Para Sofiane Labidi, é imprescindível, no momento em que o Maranhão é a ‘bola da vez’ que os governos trabalham unidos com os centros de pesquisas. “A Secretaria de Minas e Energia teve esse mérito, de se aproximar das academias, para planejar sua forma de atuação”. Na área de recursos humanos para o setor, ele lembrou que já existe um mestrado e um doutorado em engenharia elétrica no Maranhão. “Falta formação de pessoal para trabalhar com energias alternativas”, afirmou.

Maranhão se consolida no grupo de estados produtores de energia

Com investimentos superiores a R$ 18,3 bilhões em empreendimentos de geração de energia, o estado hoje tem fontes diversificadas instaladas.

 
Foto: Arquivo
Usina termelétrica Parnaíba III, em Santo Antônio dos Lopes, é um dos empreendimentos em funcionamento
Dos mais de R$ 100 bilhões em investimentos no Maranhão nos últimos anos, em torno de R$ 18,3 bilhões foram destinados a empreendimentos de geração de energia. Com isso, o Maranhão, que era dependente de energia, passou a ser um grande produtor desse importante insumo, saindo da geração de 672 MW em 2009, para atuais 2.803 MW. O consumo diário de energia elétrica no estado chega a 1.585 MW. Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Minas e Energia, Ricardo Guterres.
Hoje, o estado produz energia proveniente da Usina Hidrelétrica de Estreito (1.087 MW), da Usina Termelétrica Itaqui (360 MW), da Usina Termelétrica Gera Maranhão (330 MW) e do Complexo Parnaíba (atualmente gerando 1.425 MW e capacidade para chegar a 3.722 MW).
Há também projeto de desenvolvimento de parques eólicos na região de Tutoia, Paulino Neves e Barreirinhas, que acrescentarão mais 1.400 MW de energia, e ainda a instalação de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Parnaíba e outras duas no Rio Tocantins. Além disso, o consórcio Engepet/Perícia/Panergy pretende investir
R$ 50 milhões na instalação de usinas termelétricas a gás natural na Bacia de Barreirinhas (terrestre). A perspectiva é de que, até 2020, o Maranhão esteja gerando quase 12.000 MW.

Atração - O Maranhão deu um salto na produção de energia, o que tem contribuído para atrair grandes empreendimentos industriais para diferentes regiões do estado. “A geração de energia, por meio de matrizes diversificadas, tem sido importantíssima para o desenvolvimento do Maranhão”, avaliou o secretário Ricardo Guterres, ao lembrar que todo esse processo começou timidamente em 1937, com a instalação da Usina Hidroelétrica de Itapecuruzinho, em Carolina, na Região Tocantina, a qual gerava apenas 1,2 MW.
Para Ricardo Guterres, que é membro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e ocupa, também, a função de vice-presidente do Fórum Nacional de Secretários de Assunto de Energia, não basta atrair indústrias, é preciso planejar o desenvolvimento. “As indústrias estão se estabelecendo no estado como consequência da infraestrutura e logística que foram criadas”, ressaltou.
De acordo com o secretário, o Maranhão, na gestão da governadora Roseana Sarney, assumiu posição estratégica de atração e consolidação de investimentos de produção de energia, principalmente no que se refere ao planejamento da matriz energética, definição de incentivos estaduais e acompanhamento dos investimentos realizados. Foi assim, segundo ele, que se consolidaram investimentos no setor de petróleo e gás nos municípios de Santo Antônio dos Lopes e Capinzal do Norte. Guterres defende a criação de um Fundo de Investimento de Energia para incrementar recursos para o setor.

Números


2.803 Megawatts é atual capacidade de produção de energia no Maranhão

1.585 Megawatts é o atual consumo diário de energia no Maranhão

Estrangeiros ganham a vida como artistas de rua em São Luís

A presença de engolidores de fogo e malabaristas já se tornou comum em alguns pontos da cidade.

Yane Botelho
Da equipe de O Estado
 
Foto: De Jesus
Estrangeiros fazem malabarismo com tochas de fogo
A luz vermelha do semáforo é o sinal de largada para o início do espetáculo. Malabaristas, pernas de pau, engolidores de fogo: esses são alguns dos ofícios escolhidos pelos imigrantes latino-americanos que ganham a vida como artistas de rua em São Luís. Eles sobrevivem da cultura, e seus relatos são marcados pela vontade de viajar, mas também pela precariedade, por baixos rendimentos e por vezes até pela ilegalidade.
Vivendo entre um sinal aberto e outro, desenhando traços com fogo e malabares no ar, o casal de argentinos Canela Esposito e Matias Espindola, ambos com 22 anos, ensina que é possível estabelecer diferentes parâmetros de felicidade. Há oito meses, eles deixaram sua casa, em Córdoba (na Argentina), e partiram em viagem pelo Brasil, levando a filha de 2 anos.
No intervalo entre uma apresentação e outra, no trânsito caótico, os abraços, as brincadeiras e o sorriso da família deixam claro que a arte de rua foi uma escolha de razão e coração. Para eles, não há motivos para se preocupar. Segundo Canela Esposito, é muito comum encontrar pessoas que questionem e se interessem pelo seu estilo de vida. "Para essas pessoas, segurança é ter um emprego com salário fixo no fim do mês e uma casa própria. Mas eu enxergo isso como um problema. Você se torna um tipo de escravo. Não tem muita liberdade, não é dono de si mesmo. Fica preocupado com o patrão, com o trabalho e com compromissos que, se questionados, revelam-se desnecessários", analisa.
Na Argentina, Canela Esposito e Matias Espindola eram estudantes e moravam com seus familiares. Quando decidiram partir, houve preocupação dos pais. "No início, eles sofriam muito. Ficavam preocupados. Mas depois perceberam que não é uma vida perigosa e sim possível e interessante. Viajamos com nossa filha. Trabalhamos por apenas duas horas por dia. Ela sempre está conosco. Não há proteção maior que essa", acredita Canela Esposito.
O casal informa estar legalmente no Brasil, mas não sabe ao certo quanto tempo ficará no país. Antes de chegar a São Luís, eles estiveram em Santarém, no interior do Pará. Longe de casa, procuram abrigos em albergues e pousadas. Descansam, leem, conversam, passeiam, fazem amigos, cuidam de alguns afazeres como lavar roupa e costumam trabalhar duas horas por dia, no horário de pico, fazendo apresentações no trânsito. "Costumamos nos juntar a outros viajantes, conhecer pessoas, fazer amigos e formar novas famílias temporárias. Isso torna a viagem mais segura e prazerosa", diz Matias Espindola.

Legalidade


O tempo de permanência de estrangeiros no Brasil, em viagem de turismo ou de negócios, é de 90 dias, concedidos na entrada, com a possibilidade de prorrogação de mais 90, totalizando o máximo de 180 dias por ano. Muitos viajantes, porém, informam já ter ultrapassado esse prazo. "Entrei no país como turista, mas já ultrapassei o prazo de permanência. Estou há sete meses no Brasil. Poderia ter esperado outro tipo de visto, para ficar por dois anos, por causa da minha nacionalidade. Mas é mais complicado. No Brasil não costuma haver muita repressão contra estrangeiros. Por isso não há preocupação dos viajantes", comenta um viajante chileno, que não quis se identificar.
Segundo as leis brasileiras, é vedado o exercício de atividade remunerada no Brasil aos turistas estrangeiros. No entanto, o delegado de Imigração da Polícia Federal (PF), Luís André Lima Almeida, explica que ao tipo de atividade exercida pelos artistas de rua e artesãos geralmente é atribuído um caráter cultural, dificilmente enquadrado como trabalho remunerado. "São atividades culturais, sem vínculo empregatício", diz.

Pelo menos 1.300 estrangeiros latinos permanecem no Maranhão

Colombianos são principais imigrantes, seguidos por peruanos e cubanos, conforme a Polícia Federal; muitos entram no país para estudar.

Foto: De Jesus
Estrangeiros latinos se reúnem em canteiro próximo
Há aproximadamente 1.300 estrangeiros da América Latina com visto dentro do prazo para permanecer no Maranhão. Desse total, a maioria está em São Luís. Na lista dos principais países de origem dos imigrantes latino-americanos no estado, o primeiro lugar é ocupado pela Colômbia, com 170 pessoas. Na segunda posição aparece o Peru, que tem o registro de 168 pessoas, e na sequência aparece Cuba, com 166 imigrantes. Os dados são da Superintendência Regional da Polícia Federal do Maranhão.
O delegado de Imigração da Polícia Federal (PF), Luís André Lima Almeida, explica que os imigrantes legalizados exercem diferentes atividades. Muitos entram no país para estudar, trabalhar, montar um negócio, casar ou simplesmente como turistas. Alguns deixam para trás famílias, histórias, cultura e se estabelecem na cidade. "Saem de seus países na tentativa de uma vida melhor no exterior, às vezes fugindo de áreas de conflitos ou desastres ambientais", informa.
Segundo o delegado, muitos colombianos veem o Brasil como refúgio da violência que impede o desenvolvimento do seu país de origem. "Os colombianos são bem enfáticos em dizer que há grande desemprego no seu país. Eles reclamam da violência", declara. A Colômbia passa por um conflito armado e pela ação da guerrilha ligada ao narcotráfico. Situação semelhante tem ocorrido com os venezuelanos, de acordo com Luís André Lima Almeida.
Os peruanos também reclamam da falta de emprego em seu país. Já o número de cubanos presentes no Maranhão cresceu por causa do programa Mais Médicos, explica o delegado. No total, segundo o Ministério da Saúde, 578 profissionais ligados ao programa vão prestar serviços no estado.

Imigrantes haitianos - Segundo o governo brasileiro, mais de 21 mil haitianos entraram legalmente no país de 2010 (ano do terremoto que matou mais de 300 mil pessoas no país caribenho) a 2013. O sul do país é o principal destino desses imigrantes, para onde vão em busca de trabalho. Mas dois deles vivem legalmente em São Luís, informa o delegado.
Os imigrantes oriundos do Haiti costumam pedir o visto de permanência por razões humanitárias. Essa modalidade especial de visto, exclusiva aos haitianos, foi instituída pela resolução nº 97, de janeiro de 2012, do Conselho Nacional de Imigração (CNIG). Segundo as regras, o Brasil garante permanência de cinco anos para haitianos. Após esse prazo, poderá ficar no país quem comprovar que está trabalhando.

Acordo de permanência - Alguns imigrantes latino-americanos podem solicitar visto de permanência temporária por meio do Acordo de Livre Trânsito e Residência do Mercosul. A facilidade é concedida a imigrantes vindos do Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile. Por meio do acordo, eles podem permanecer no Brasil por até dois anos. "É o que acontece com boa parte dos viajantes latinos que transitam por São Luís. Alguns entram como turistas, outros por meio desse acordo", diz Luís André Lima Almeida.
Já a concessão de residência definitiva ocorre quando a pessoa é refugiada ou asilada, cônjuge de brasileiro ou pais de brasileiro, companheiro ou companheira de brasileiro ou estrangeiro permanente, titular de visto temporário na condição de professor, técnico ou pesquisador de alto nível ou cientista estrangeiro e vítima de tráfico de pessoas.

Filhos - O visto com base em filho brasileiro é uma das formas de obter um visto permanente, que dá ao estrangeiro o direito de morar e trabalhar no Brasil, desde que seja comprovado que possui a guarda da criança e seja seu responsável econômico. Também é possível permanência definitiva com base em cônjuge brasileiro.
A aquisição da nacionalidade brasileira por filhos de estrangeiros é possível por causa do critério do direito do solo. Com um filho nascido na capital maranhense, os pais têm condições de solicitar o visto de permanência. "O nascimento de filhos ou casamento são o o principal mecanismo que estrangeiros irregulares utilizam para conseguir o visto permanente", frisa Luís André Lima Almeida.

Argentinos pretendiam ficar na cidade apenas três dias, mas se encantaram com a Ilha...

Argentinos viajam em ônibus e ficam dois meses em São Luís

Eles pretendiam ficar na cidade apenas três dias, mas se encantaram com a Ilha, o tambor de crioula, folclore e música.
 
Foto: Biaman Prado
Família de argentinos e agregados
Eles estão a 3.835 quilômetros de casa, mas os visitantes somos nós. O grupo de argentinos que passa por São Luís, em viagem pela América do Sul, recebe O Estado em sua sala, instalada em um dos cômodos do ônibus azul - um trailer Mercedes-Benz, modelo clássico, da década de 1960 - que se tornou a moradia da família Marassa desde janeiro deste ano, quando teve início a aventura.
Todo o percurso é feito no veículo motorhome de 1969 e placas VNX-927, da Argentina. Duas camas de solteiro fazem a vez de sofá para os visitantes, na casa sobre rodas. A argentina Gabriela Marassa, de 47 anos, é a líder da expedição. Ela explica como teve início essa jornada que partiu de Córdoba (Argentina) e percorreu o litoral brasileiro até chegar à capital maranhense há dois meses. Enquanto conta as aventuras, seus filhos, Luna Bonilla Marassa, de 13 anos, e Simon Marassa, de 5 anos, brincam com cartas de baralho.
Gabriela Marassa, que trabalha como ourives em seu país, vendeu um carro e comprou o ônibus-casa por cerca de 10 mil dólares. Reformou o veículo e guardou algum dinheiro para usar durante a jornada. Para que não faltasse nenhum mantimento nem combustível durante o percurso, ela começou a trabalhar como artesã dentro do ônibus, produzindo bijuterias e outros acessórios para vender por onde passa.
O irmão de Gabriela Marassa, o músico Martin Marassa, de 39 anos, é outro membro da expedição. Mas ele só se juntou à irmã em julho, já no Brasil. "Atrasei-me por causa de trabalhos na Argentina. Estava terminando a gravação de um disco. Encontrei-os já no Nordeste brasileiro, em Fortaleza, no Ceará", explicou.
Apesar de ter 45 anos, o motorhome é confortável e está em muito bom estado, garante Gabriela Marassa. É ela quem dirige o veículo durante todo o percurso. O ônibus tem um quarto com uma cama de casal, onde dormem as crianças, uma sala com duas camas de solteiro, onde dormem os adultos, um banheiro, uma cozinha equipada com fogão e, o mais importante, "nunca pregou", assegurou a proprietária.
O ônibus já percorreu 12 mil quilômetros com a família. Durante o trajeto, tornou-se abrigo para mais dois moradores, o também argentino Sebastian Velazquez, de 28 anos, e a uruguaia Elizabeth de Leon, de 36 anos.
Sebastian Velazquez também é artesão. Viajava sozinho pelo Brasil há um ano e dois meses. Tornou-se amigo da família Marassa em um encontro e resolveu acompanhá-la durante a viagem. Já Elizabeth de Leon é artesã e há três anos passou a viajar pela América Latina, com sua mãe e uma amiga. "Minha mãe decidiu voltar para a Argentina, pois ela é de lá. Eu escolhi seguir viagem", disse.

Sonho - Gabriela Massara disse que a viagem pela América Latina é um sonho que vinha sendo planejado por ela há pelo menos três anos. "Eu morava tranquila em Córdoba, mas queria conhecer a América Latina. A maneira mais cômoda para se fazer isso, pensei, seria em um trailer. É uma nova forma de vida, uma viagem apaixonante e marcante. Queria que meus filhos pudessem ter essa experiência, saber que basta uma pequena estrutura para viver, que há liberdade", declarou.
Para que as crianças não fossem tão afetadas, a mãe garantiu que elas não parassem de estudar durante a viagem. A mais velha, Luna Bonilla Marassa, ingressou em um programa de estudos do Ministério da Cultura da Argentina e assiste às aulas pela internet. O mais novo, Simon Marassa, 5 anos, por causa da idade, é ensinado pela mãe e pelo tio.
Gabriela Massara tratou um pouco mais sobre as vantagens em viajar em um trailer. "Não precisamos procurar abrigo, pagar pousadas, estender barracas, nem tampouco arrumar a bagagem, a toda hora ter de desfazer e refazer as malas. Também economizamos com comida, pois podemos ir ao supermercado e cozinhar tudo no fogão do veículo. E não precisamos pagar para utilizar o banheiro, como ocorre nas rodoviárias brasileiras", comentou.
Para Martin Marassa, viajar pelo Brasil lhe trouxe muitas surpresas, principalmente em São Luís. "A beleza natural, das praias, a solidariedade do povo, principalmente dos nordestinos, me deixou encantada. Viemos a São Luís por indicações de outros viajantes. Eles nos informaram que aqui seria a Jamaica Brasileira. Quando chegamos, encontramos muito mais que reggae. Planejamos passar três dias na cidade, ficamos dois meses. Conhecemos o tambor de crioula e um mundo inimaginável de folclore e música", informou.

Mais


O próximo destino do ônibus argentino é Belém-PA. De lá, os viajantes pretendem ir a Santarém, no mesmo estado, e embarcar em uma balsa para chegar a Manaus-AM.

Programa Viva Maranhão propicia mais qualidade de vida no interior

Ações no setor de infraestrutura elevam as condições de vida no campo; com estradas pavimentadas ligando municípios de regiões diferentes.

 
Foto: Divulgação
Com 41 quilômetros, a MA-012 liga os municípios
Dentro do Programa Viva Maranhão, na área de Infraestrutura, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) realiza obras de pavimentação de novas rodovias, dentre elas a MA-123, ligando os municípios de Afonso Cunha e Coelho Neto. São 42,31 quilômetros de extensão, e os recursos são da ordem de R$ 24.351.324,92. A obra, na Região dos Cocais, vai beneficiar diretamente mais de 50 mil pessoas.
A pavimentação dos trechos das rodovias MA-262/MA-034, ligando o município de Matões ao entroncamento da BR-226, chegando até o povoado Baú, também está em execução.
A rodovia vai beneficiar os povoados Pedreiras, São Félix, Olho d'Água, Cena Brava, João Estevão e Passa Tempo, contemplando mais de 31 mil pessoas. Os investimentos na obra são da ordem de R$ 30 milhões, totalizando 71,5 quilômetros.
A pavimentação da MA-331 - no trecho que liga São Domingos a Governador Luiz Rocha, com 39 quilômetros - também está em execução. A rodovia vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida de mais de 40 mil pessoas, entre moradores de Barriguda e São João da Rota e dos municípios da região do Centro Maranhense.
Com 112 quilômetros de extensão, a estrada ligando Barra do Corda a Fernando Falcão (MA-272) é outra rodovia que está em execução. Assim como a pavimentação da MA-329, que dá acesso do município de Itaipava do Grajaú ao entroncamento da BR-222, e tem 70,31 quilômetros.

Lençóis - Na Região dos Lençóis Maranhenses, as obras de pavimentação da rodovia estadual MA-320, no trecho do Entroncamento da BR-402 (povoado Sangue), até Santo Amaro, estão em andamento.
Com 47 quilômetros de extensão, a rodovia dá acesso ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos maiores atrativos turísticos do Brasil.
Além do Anel da Soja, o sul do Maranhão também tem obras na MA-138, no trecho que vai de Fortaleza dos Nogueiras a São Pedro dos Crentes, com 51 quilômetros de extensão, beneficiando, diretamente, 16 mil pessoas.
Já na MA-334, que liga os municípios de Riachão a Feira Nova do Maranhão - distantes cerca de 840 km de São Luís -, a pavimentação conta com investimentos de R$ 30 milhões e tem 60 quilômetros de extensão. A MA-334 vai beneficiar quase 30 mil pessoas.

Região de Zé Doca está sendo toda interligada


O Governo do Estado também está executando a pavimentação da MA-307, localizada na Região de Zé Doca, interligando os municípios de Centro do Guilherme a Presidente Médici, com 31 quilômetros. E a MA-278, na Região de São João dos Patos, ligando Barão de Grajaú a São Francisco do Maranhão, com 66 quilômetros.
O trecho de 63 quilômetros da MA-245, ligando Lago da Pedra a Lagoa Grande, vai tirar este último município do isolamento, assim como Marajá do Sena, que recebe pavimentação até a MA-008 (povoado de Nova Olinda), no município de Paulo Ramos, totalizando 23 quilômetros.
A MA-329 também está em obras, no trecho que interliga Itaipava do Grajaú à localidade Nova Galileia, no entroncamento da BR-226. E a MA-318, ligando São João do Caru a Bom Jardim, vai beneficiar a Região de Santa Inês.
Ligando Altamira a Brejo de Areia - distantes cerca de 600 km de São Luís -, a MA-322 está em obras no trecho de 30 quilômetros. Na Região de Colinas, a Sinfra está pavimentando a MA-034, do povoado Gavião até o município de Lagoa do Mato, no trecho de 36 quilômetros.

Acesso - Em Senador Alexandre Costa, a Sinfra realiza pavimentação da via de acesso da BR-226 ao município. São 7,3 quilômetros, do entroncamento da BR-226 até a Avenida Presidente Costa e Silva, com investimentos de R$ 2.624.452,30.
Em Tuntum, a obra de acesso à cidade, ligando a Avenida São Raimundo ao Entroncamento, tem sete quilômetros e investimentos de R$ 2.741.384,02.
"Todos esses investimentos em construção de rodovias trazem novos cenários econômicos, com a atração de novos negócios e investimentos, e consequentemente, a criação de novos postos de trabalho, o que gera emprego e renda aos maranhenses de todas as regiões e melhora a qualidade de vida da população", ressaltou o secretário de Estado de Infraestrutura, José Raimundo Frazão Ribeiro.

Novas estradas ligam extremidades do Maranhão

Governo do Estado executa obras de pavimentação de novas rodovias interligando municípios.

Foto: Divulgação
José Raimundo Frazão, secretário de Estado
Obras de pavimentação de mais de mil quilômetros de novas rodovias estão em execução em várias regiões do Maranhão. O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), realiza a interligação de municípios, garantindo obras rodoviárias em 20 estradas.
Os investimentos totalizam mais de R$ 1,3 bilhão e a ação beneficia, direta e indiretamente, cerca de 3 milhões de pessoas e 720 mil agricultores. O que representa aproximadamente 30% da população rural do estado.
"O Governo do Estado vem investindo na construção de novas estradas e também na mobilidade urbana dentro das cidades, transformando positivamente a qualidade de vida de milhares de maranhenses", ressaltou o secretário de Estado de Infraestrutura, José Raimundo Frazão.
O secretário informou que a Sinfra já entregou a pavimentação da MA-127, no trecho que se estende de Caxias a São João do Sóter com 55,30 quilômetros de extensão; além da MA-012, totalizando 41 quilômetros, ligando os municípios de São Roberto e São Raimundo do Doca Bezerra, beneficiando também os moradores de Esperantinópolis.
O município de Santana do Maranhão, na região do Baixo Parnaíba, recebeu pavimentação de 25 quilômetros da MA-327, assim como na região de Barra do Corda. O município de Jenipapo dos Vieiras passou a ter acesso por via pavimentada. Foram 20 quilômetros de asfalto da MA-328 até a BR-226.
Entre as obras em execução, destacam-se as rodovias da produção, planejadas e construídas para facilitar o escoamento agrícola desenvolvido em solo maranhense - a exemplo do Anel da Soja, na Região Sul, e da Estrada do Arroz, na Região Tocantina.

Sul - No sul do Maranhão está em execução o Anel da Soja, considerado a maior obra rodoviária do Maranhão, tanto em extensão como em investimentos. A pavimentação do Anel, nas etapas atuais da obra, custa R$ 236.224.020,23, totalizando 200 quilômetros de estradas.
Já foram iniciadas a pavimentação da MA-140, no trecho de 67 quilômetros, que liga Balsas até o entroncamento da MA-007 (povoado Ouro) e da MA-007, no trecho entroncamento da MA-140 até o povoado Batavo, com 133,7 quilômetros de extensão.
O Anel da Soja é um conjunto de quatro rodovias estaduais (MA-006, MA-007, MA-132 e MA-140), que serão contempladas com serviços de pavimentação e restauração, totalizando mais de 600 quilômetros.
Os municípios de Balsas, Riachão, Carolina, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba serão impactados pela obra. Juntos, os municípios somam mais de 150 mil habitantes.

Arroz - Já na Região Tocantina, a Estrada do Arroz, um desejo antigo da população, está em obras. A MA-386, no trecho do entroncamento da BR-010 até Imperatriz/Cidelândia, conta com recursos de aproximadamente R$ 47 milhões e vai beneficiar moradores das cidades vizinhas e de mais de 25 comunidades instaladas ao longo da rodovia e das estradas vicinais.
A obra contempla a pavimentação de toda a extensão da via, com 57,30 quilômetros, além da construção de pontes de concreto sobre riachos, substituindo as pontes antigas de madeira, e a drenagem superficial e profunda com a construção de galerias.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Roseana Sarney vistoria obras da Via Expressa e promete inauguração para mês de novembro

A governadora Roseana Sarney vistoriou, na tarde desta terça-feira (21), em São Luís, o andamento das obras da Avenida IV Centenário e da Via Expressa. Acompanhada do secretário de Estado de Infraestrutura, José Raimundo Frazão; da secretária-chefe da Casa Civil, Anna Graziella Costa; do chefe do Gabinete Militar, coronel José Ribamar Vieira; do senador João Alberto, e dos deputados eleitos Hildo Rocha e Adriano Sarney, a governadora conferiu o andamento das obras que serão entregues à população no mês de novembro. Durante a vistoria, a governadora destacou a importância das obras para a população e anunciou as datas de inauguração das obras. “Nós estamos no processo final das obras. A inauguração da Via Expressa será no dia 28 de novembro e a Avenida IV Centenário, no dia 29 de novembro. Vamos entregar as duas grandes avenidas de presente para o povo do Maranhão. Essas obras vão desafogar o trânsito e melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram na região, facilitando seu deslocamento”, disse.
O secretário de Infraestrutura, José Raimundo Frazão, também ressaltou a importância da Via Expressa para os ludovicenses. “É uma obra importantíssima realizada pela governadora Roseana, que vai ligar as vias mais importantes da cidade e vai proporcionar melhor qualidade de vida e mobilidade para as pessoas, desafogando o trânsito e interligando os bairros do Jaracati, Cohafuma, Vinhais e Maranhão Novo”, explicou. Na ocasião, a governadora conferiu as obras de construção de um túnel ligando a Vila Cristalina ao Ipase, que vai facilitar a passagem dos pedestres, uma solicitação dos moradores da comunidade.
A 2ª etapa da Via Expressa contempla 6,7 km do total de 9 km da avenida. A primeira etapa, ligando o Jaracati ao Cohafuma foi entregue em setembro de 2012. A 2ª fase da obra contemplou a construção de quatro pontes e dois viadutos, todos já concluídos. Ao todo, os investimentos nos 9 km da obra são da ordem de R$ 125 milhões. 
A obra da Avenida IV Centenário tem 3,8 quilômetros de extensão e duas pistas, divididas em duas faixas de rolamento, travessia de pedestres e ciclovia. A IV Centenário tem aterro hidráulico, um elevado de 1.090 metros de extensão e cinco encaixes: um na Avenida dos Franceses, outro na Camboa, dois na Liberdade e um na Fé em Deus. O novo corredor desafogará o trânsito das avenidas Luis Rocha e Getúlio Vargas, criando uma alternativa de acesso à Beira Mar e a ponte Bandeira Tribuzzi.