quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Empresa gaúcha participa da construção do Tegram

Squadra é responsável pela implantação da rede industrial e de telemática do teminal.

Conheça a grandiosidade deste projeto
 
A empresa gaúcha Squadra Gestão de Riscos está participando da construção do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto do Itaqui, em São Luís. A empresa, que tem sede em Porto Alegre (RS) e filiais em São Paulo e no Paraná, está desenvolvendo todo o projeto e a implantação da rede industrial de telemática, que une a tecnologia necessária para fazer funcionar as áreas de telecomunicações e informáticas de todo o terminal.
Para automatizar e viabilizar toda a operaçao do Tegram serão necessários mais de 20 mil metros de cabeamento de fibra ótica. Há sete meses, a Squadra tem uma equipe especializada em implantação de sistemas em São Luís desenvolvendo o projeto. A partir de agora, com o inicio da obra civil, o trabalho de implantação e execução do projeto deve durar mais seis meses.
“É muito complexo o desenvolvimento de uma rede com esta envergadura; foi necessário aliar a necessidade de alta disponibilidade, a ambientes de atmofesta explosiva, e a uma topologia que atenda a particularidades de uma operação portuária regida pelas normas do Código Internacional para proteção de Navios e Instalações Portuárias [ISPS CODE]. Esse foi o grande desafio deste trabalho”, conta Sidnei Maciel, diretor da Squadra que está à frente do projeto na capital do Maranhão.
A rede de dados que será instalada pela Squadra contará com dezenas de enlaces de 10 Gigabit atuando de forma redundante. Todos os materiais e equipamentos são adequados para ambientes inflamáveis e industriais, com proteção IP 67.
A rede vai controlar mais de 170 câmeras de vídeo, todo o sistema de identificação de caminhões por leitura de placas (OCR), cancelas, catracas e torniquetes do sistema de controle de acesso, além do sistema de dados, telefonia IP e itens especificos de automação do Tegram.

Números


20 Mil metros de cabeamento de fibra ótica serão utilizados na implantação da rede de informação do Tegram
170 Câmeras de vídeo, todo o sistema de identificação de caminhões por leitura de placas (OCR), cancelas, catracas e torniquetes do sistema de controle de acesso, além do sistema de dados, telefonia IP e itens específicos de automação do Tegram

Tegram é motivo de especulações no setor de negócios e logística

Data precisa de início das atividades do Terminal de Grãos do Maranhão é mantida em sigilo pelas empresas integrantes do Consórcio Tegram.

 
Foto: Divulgação/Squadra
Vista do canteiro de obras do Tegram
 
Prestes a dar início às atividades, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), projeto em implantação no Porto do Itaqui, em São Luís, é constantemente mote do noticiário nacional. Os informes vão desde negócios gerados, as empresas que disputam a gestão do terminal até a data precisa do início de operações (ainda uma incógnita). Atualmente, a receita do empreendimento gira em torno de R$ 1 bilhão.
Segundo notícia do site Porto S.A., de ontem, O Tegram deve entrar em atividade em 2015 e a previsão é que, em um prazo de quase 10 anos, o porto consiga aumentar a capacidade atual de exportações de grãos em seis vezes, transformando o Maranhão no maior exportador de grãos do Norte e Nordeste e o terceiro maior do Brasil.
Entretanto, para O Estado, em fins de julho, o executivo Luiz Claudio Santos, diretor de Logística da CGG Trading, uma das integrantes do consórcio que forma o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), deu detalhes do andamento das obras e da expectativa de início de operação, prevista para o fim de setembro, com a abertura do primeiro dos quatro armazéns.
Dos quatro armazéns, três estão com obras adiantadas e, segundo Santos, a estimativa é inaugurar cada armazém em intervalos de cerca de 30 dias, na perspectiva de que até fevereiro de 2015 todo o complexo graneleiro esteja em plena operação.
Lembrando que serão quatro armazéns graneleiros com capacidade estática cada um de 125 mil toneladas, perfazendo um total de 500 mil toneladas.
De acordo com o executivo, no intervalo de fins de setembro até fevereiro de 2015, os armazéns do Tegram funcionarão em esquema de pool, com todas as empresas operando (dividindo) na mesma estrutura.
Luiz Santos ressaltou que o consórcio Tegram, formado pelas empresas NovaAgri, Glencore, CGG Trading, Louis Dreyfus e Amaggi, é considerado referência em gestão compartilhada.
Para ele, o novo terminal vai suprir a demanda de produtores de grãos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia (Matopiba) e do nordeste do Mato Grosso.

Negócios – Outra constante no noticiário sobre o Tegram é a geração de negócios. De acordo com o jornal Valor Econômico e o site Portos e Navios, a NovaAgri, uma das empresas que integram o consórcio, será posta à venda e, devido ao terminal, o valor dos ativos, incluindo a sua participação no terminal, chega a
R$ 1 bilhão.
De acordo com o Valor, o fundo Pátria colocou à venda a NovaAgri, empresa de logística adquirida em 2010 e entre os ativos estão o terminal portuário, oito armazéns (distribuídos por Bahia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão) e duas unidades de transbordo de grãos ao longo do Ferrovia Norte-Sul (FNS), que dará acesso direto ao Tegram. A intenção do Pátria é que a venda seja finalizada até outubro.
Conforme o noticiário, a primeira rodada de negociações atraiu a atenção de grandes nomes do agronegócio, mas o alto preço e o retorno previsto, considerado baixo, afugentaram interessados. A disputa afunilou para a Agrex do Brasil (controlada pela Mitsubishi) e a americana Bunge, que têm atuado de forma mais agressiva nas últimas semanas, embora a CHS (maior cooperativa dos EUA e já detentora de 25% da subsidiária da NovaAgri para o Tegram) permaneça na briga. Há, ainda, indicações de que a própria VLI, o braço logístico da Vale que opera um berço público ao lado do Tegram, estuda a aquisição, ainda que com menor apetite que as tradings.
Desde a aquisição pelo Pátria, há quatro anos, a Nova Agri saltou de uma capacidade estática de
100 mil toneladas de grãos por ano para mais de 600 mil toneladas, graças à construção do terminal no Tegram e às unidades de transbordo de carga.
Segundo o Valor, nas negociações entram também dúvidas sobre a real oferta de grãos na área de influência de Itaqui. Quando começar a operar este ano, o Tegram deverá suprir a demanda de produtores de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia e do nordeste de Mato Grosso.

Mais


O investimento total do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) é de aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo informou o diretor de Logística da CGG Trading, Luiz Claudio Santos. Serão R$ 600 milhões na construção dos silos no Porto de Itaqui, R$ 300 milhões que as consorciadas deverão investir em infraestrutura logística nas regiões produtoras do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia (Matopiba) e o restante serão armazéns e transbordos que possibilitarão o Tegram a movimentar os volumes previstos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Balança do agronegócio maranhense está com superávit de US$ 460 mi

Até julho, foram vendidos US$ 610,5 milhões em produtos para o mercado internacional, incremento de 34,95% em relação a igual período de 2013.


Foto: Divulgação
 
A balança comercial do agronegócio maranhense - diferença entre as exportações e importações - está superavitária. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o saldo é de US$ 460,2 milhões, de acordo com as estatísticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No mesmo período do ano passado, o superávit foi de US$ 325 milhões.
As exportações do estado estão com bom desempenho ao longo do ano. Nos sete primeiros meses, foram comercializados US$ 610,5 milhões em produtos para o mercado internacional, o que representou um incremento de 34,95% em comparação a igual período de 2013.
O levantamento do ministério da Agricultura mostra que, do montante de US$ 610,5 milhões exportados, somente a soja respondeu por US$ 390 milhões, sendo o principal item da pauta exportadora do agronegócio maranhense.
Outro produto que também tem importante participação na pauta exportadora do estado é o algodão, que no acumulado do ano atingiu a cifra de US$ 13,5 milhões. O milho respondeu por US$ 3,8 milhões e a carne bovina por US$ 3,5 milhões.
Também constam da lista de produtos exportados pelo Maranhão, couro e peles de bovinos e equinos, óleo de babaçu, celulose, madeira, mel, açúcar de cana, entre outros itens.

Importações - No sentido inverso da balança comercial, o Maranhão importou US$ 150,2 milhões de janeiro a julho deste ano. No mesmo período do ano passado, as importações do agronegócio não passaram de
US$ 127,3 milhões.
Arroz e trigo foram os dois produtos que mais impactaram nas importações maranhenses do agronegócio, com a venda de US$ 42 milhões e US$ 18,8 milhões, respectivamente.
O estado também importou US$ 81,5 milhões de álcool etílico e US$ 4,1 milhões em produtos florestais (madeira, cortiça, móveis de madeira). Também foram comprados US$ 750,2 mil em pescados.
O levantamento do Ministério da Agricultura verificou, ainda, que as importações do estado também incluíram fibras e produtos têxteis, produtos de couro, produtos hortícolas e leguminosas.

Mais


As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 9,61 bilhões em julho de 2014. Dentre os principais produtos, os itens de origem animal participaram com 22,2% do total exportado no mês
(US$ 2,13 bilhões). Já os produtos de origem vegetal formaram a maioria das exportações do agronegócio (77,8%), com o montante de US$ 7,48 bilhões.

Números


US$ 460,2 Milhões é o saldo da balança comercial do agronegócio maranhense nos sete primeiros meses deste ano
US$ 610,5 Milhões foi o valor das exportações do agronegócio maranhense no período de janeiro a julho deste ano
US$ 150,2 Milhões foi o valor importado pelo Maranhão em produtos do agronegócio nos sete primeiros meses deste ano

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Votar em branco ou anular o voto é inútil, explica TSE

  Tribunal Superior Eleitoral explica que votos nulos e brancos não anulam uma eleição e que solução ideal mesmo é escolher um dos candidatos, exercendo o direito de cidadão    




 
Eleições 2014: mais de 50% dos votos nulos não podem anular um pleito
 (Gilson Teixeira /OIMP/OIMP/D.A Press)
Eleições 2014: mais de 50% dos votos nulos não podem anular um pleito
A aferição do resultado de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz, em seu art. 77, parágrafo 2º, que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos. Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são computados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos for nula não é possível cancelar um pleito.

Segundo a legislação vigente, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Por sua vez, é considerado voto nulo quando o eleitor manifesta sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.

Segundo a legislação, apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Os votos nulos não são considerados válidos desde o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Já os votos em branco não são considerados válidos desde a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves destaca que a eleição “nada mais é do que verificar a vontade do povo”. “O verdadeiro detentor do poder democrático é o eleitor, que se manifesta por certo candidato. Se a pessoa não vai à urna ou vai e vota nulo, ela não manifesta a sua vontade em relação a nenhum dos candidatos. Se poderia até dizer que ela está fazendo um voto de protesto, mas as regras constitucionais brasileiras dão peso ‘zero’ para esse voto de protesto: ele não é considerado para o resultado das eleições”, frisa.

O ministro explica que, caso haja mais votos em branco e nulos em uma eleição, os candidatos que teriam de obter o apoio de mais da metade dos votos para serem eleitos em primeiro turno, neste caso, precisarão do apoio de menos eleitores para alcançar a vitória. Por exemplo: em um pleito envolvendo a participação de cem eleitores, para ser eleito, o candidato precisará de 51 votos válidos. Na mesma situação, se dos cem eleitores 20 votarem em branco ou anularem seu voto, apenas 80 votos serão considerados válidos e, dessa forma, estará eleito quem receber 41 votos.

Anulação da eleição
Existem, no entanto, algumas situações que autorizam a Justiça Eleitoral a anular uma eleição. De acordo com o Código Eleitoral, art. 222, é anulável a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade em desfavor da liberdade do voto, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.

Ainda conforme o Código Eleitoral, em seu art. 224, “se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”. Em resumo, se ficar comprovado que determinado candidato eleito com mais de 50% dos votos nas eleições majoritárias cometeu uma das irregularidades citadas, a Justiça Eleitoral deverá anular o pleito e determinar um novo.

“Quando isso ocorre, todos os votos que foram dados àqueles candidatos são anulados. Esses votos anulados não correspondem àqueles votos nulos, quando o eleitor erra a votação [na urna]. São votos válidos que posteriormente são anulados porque houve uma irregularidade na eleição, e aí quando a quantidade de votos anulados chega a mais de 50% é que se faz uma nova eleição”, esclarece o ministro Henrique Neves.

Além disso, aquele candidato que deu causa à anulação do pleito e à consequente necessidade de realização de nova votação não pode participar dessa nova eleição. O ministro lembra que a Advocacia-Geral da União (AGU) vem cobrando desses candidatos o custo da realização de novos pleitos.

“Quando ocorre a anulação de uma eleição, a Justiça Eleitoral e a população têm prejuízo. Por isso nós [ministros do TSE] temos muito cuidado nessas situações de anulação de eleição. Há que existir uma prova muito forte e um fato muito grave para que se chegue à anulação de uma eleição. E aí tem que se iniciar um novo processo eleitoral: as eleições são marcadas pelos TREs [tribunais regionais eleitorais] em um curto espaço de tempo, há nova campanha eleitoral, o eleitor tem que pesquisar novamente a vida pregressa dos candidatos para saber dentro daqueles que se lançaram qual tem melhores condições de representá-lo”, observa.

Outra possibilidade de anulação de uma eleição por parte da Justiça Eleitoral é no caso do posterior indeferimento do registro ou cassação do mandato de determinado candidato que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos. Um registro de candidatura pode ser negado, por exemplo, por estar o candidato inelegível ou por este não estar quite com a Justiça Eleitoral.

Como os candidatos podem recorrer das decisões dos juízes, dos tribunais regionais eleitorais e até do Tribunal Superior Eleitoral, em algumas situações, somente após a eleição tem-se a decisão final acerca do registro de candidatura. Dessa forma, mesmo depois de eleito, é possível que determinado candidato tenha de deixar o cargo devido ao indeferimento de seu registro e a consequente anulação de todos os votos concedidos a ele.

Em 2013, ao todo, 75 cidades realizaram novas eleições para prefeito e vice-prefeito. Já neste ano, ocorreu renovação de eleição em nove municípios. Em todas essas localidades, as eleições municipais de 2012 foram anuladas pela Justiça Eleitoral porque o candidato que recebeu mais da metade dos votos válidos teve o registro de candidatura indeferido ou o mandato cassado.

Para evitar a realização de novos pleitos e o consequente prejuízo à sociedade, o ministro Henrique Neves alerta os eleitores sobre a importância de se pesquisar o passado dos candidatos. “A coisa mais importante é o eleitor pesquisar e verificar a vida pregressa do seu candidato. Ele pode escolher se ele vai ler num jornal, se vai ver na televisão, se vai acompanhar o horário eleitoral, buscar na internet, ouvir de um amigo, mas o importante é ele ter informação”, conclui

Itaqui movimenta volume inédito de 1,7 milhão de toneladas de carga mensal

Administradora do porto comemora resultado alcançado no mês de julho deste ano e estima bater recorde de 17 milhões de toneladas de carga.


Foto: Divulgação
Navios em operação de carga e descarga de produtos
 
O Porto do Itaqui movimentou 1,7 milhão de toneladas de cargas em julho deste ano, informou a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). Segundo a gestora, trata-se de um resultado inédito, fruto do esforço contínuo dos colaboradores (empregados) e evolução constante nas operações portuárias, que são planejadas com segurança e baseadas na confiança e na parceria entre líderes e liderados.
O informativo da Emap ressalta que o Itaqui é um porto multiuso com vantagens de movimentar cargas variadas. Nos sete primeiros meses do ano, destaque para o aumento no volume das cargas gerais em torno de 150% e dos granéis sólidos e líquidos alcançou o percentual de 12%. Vale ressaltar que nas cargas gerais estão celulose, trilhos e contêineres. Enquanto que para os granéis sólidos, o destaque ficou com o carvão, milho, soja, clínquer (matéria-prima do cimento) e fertilizantes.
No site do Porto do Itaqui, até o fim da tarde de ontem, não estava disponível para consulta o relatório da movimentação de carga com os dados atualizados até o mês de julho, apenas a estatística do primeiro semestre (janeiro a junho), período em que alcançou a marca de 8 milhões de toneladas de carga.
Ainda de acordo com a Emap, do início do ano até julho, o porto maranhense movimentou quase 10 milhões de toneladas entre granéis líquidos e sólidos e carga geral. O aumento no volume alcançou um percentual de 15,4% quando comparado ao mesmo período de 2013. A meta até dezembro é bater outro recorde: 17 milhões de toneladas de carga.

Autoavaliação - A perspectiva otimista quanto ao desempenho das operações do Porto do Itaqui se reflete nas palavras da presidência da empresa gestora. “A inovação abre e consolida mercados, ajuda a superar desafios, reduz custos, aumenta a produtividade, cria novas competências e gera sustentabilidade”, declara Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap, ressaltando que resultados já alcançados refletem a postura inovadora adotada pela gestão atual nos últimos anos.
Neste sentido, segundo o informativo da Emap, a Diretoria de Operações (DOP), que tem à frente José Alves Magalhães, passou por uma reestruturação. As mudanças geraram oportunidades internas e o engajamento de novos profissionais contratados da área de logística e planejamento com os mais experientes do setor de operações.
O informativo da Emap lista ações como: implantação do regime de turno para coordenadores de operações garantindo melhor gestão 24 horas das operações, maior integração entre as áreas operacionais e a Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento, responsável pela captação dos novos clientes, e o realinhamento interno no setor com a participação de todos os envolvidos nas operações portuárias, impactaram positivamente nos resultados alcançados.
“Temos uma equipe qualificada com disposição para servir e com capacidade e desejo de evoluir e a vontade de superar resultados. Incentivamos esse comportamento que faz toda a diferença”, afirma Magalhães. O novo cenário induz ao conhecimento compartilhado, metodologia de trabalho assimilada e comprometida com novas posturas além de uma gestão integrada de processos.

Campo situado na Bacia de Barreirinhas é colocado em consulta pela ANP

Na área, foi constatada a presença de petróleo e objetivo da agência é verificar se há interesse para realização de rodada com pequenas e medias.

Foto: Arquivo
Área de prospecção de petróleo
 
O campo de São João, localizado na Bacia de Barreirinhas, no Maranhão, é uma das 10 áreas que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) colocou em consulta, com o objetivo de verificar se há interesse para a realização de uma rodada exclusiva com pequenas e médias empresas do setor.
A partir da manifestação de interesse de empresas, a agência poderá propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a realização da Terceira Rodada de Acumulações Marginais ou “rodadinhas”. A última rodada nesse formato aconteceu em 2006 e o campo de São João foi um dos ofertados.
À época, o campo de São João, onde se constatou a presença de petróleo, foi arrematado pela Rio Proerg, com lance de R$ 4,2 milhões. O projeto, no entanto, não se desenvolveu, pois sequer a empresa assinou o contrato de concessão com a ANP. Nesse mesmo leilão, também foram arrematados os campos de Espigão e Oeste de Canoas, também na Bacia de Barreirinhas, voltados para a exploração de gás natural. As duas áreas estão em vias de produção.

Consulta - Além do campo de São João, estão em consulta até o dia 3 de outubro, áreas com acumulações marginais nas bacias do Recôncavo (4), Espírito Santo (3), Tucano Sul (1) e Paraná (1). Segundo a ANP, os interessados terão acesso a informações sobre dados sísmicos e poços.
As áreas que não receberem manifestação de interesse seguirão os trâmites para sua devolução. Para as outras, poderá ser feita indicação para licitação, abarcando tanto o formato de campos marginais, em que a produção é viabilizada pela reabilitação de poços, quanto o formato tradicional, em que as áreas são inseridas em blocos exploratórios.

Rodadinhas - Neste formato, a ANP realizou duas “rodadinhas”. A primeira aconteceu em 2005, quando 16 áreas foram arrematadas, das 17 ofertadas. O total de bônus de assinatura ofertado foi de R$ 3,045 milhões. Já na segunda, realizada em 2006, foram arrematadas 11 das 14 áreas ofertadas. O total de bônus ofertado foi de R$ 10,677 milhões.
O Governo Federal tem se esforçado para aumentar a participação de empresas de pequeno e médio porte nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no país. Uma resolução do CNPE, de fevereiro de 2013, prevê que a ANP realize todo ano rodadas de licitações específicas para blocos em bacias maduras e de áreas inativas com acumulações marginais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

São Luís ganha novo ponto turístico e programação cultural no Espigão Costeiro

  

 

Banda Jayr Torres Quarteto Jazz abriu a temporada musical do Projeto Som na Ilha
Banda Jayr Torres Quarteto Jazz abriu a temporada musical do Projeto Som na Ilha
O Espigão Costeiro da Ponta d’Areia está sendo palco do Projeto Som na Ilha. O lançamento ocorreu no fim da tarde do sábado, 9, tendo como atração Jayr Torres Quarteto Jazz. A ação, que ocorrerá todos os finais de semana, reuniu muita gente já na primeira edição. No próximo sábado, 16, o projeto será embalado pelo grupo Instrumental Pixinguinha, também da Escola de Música do Maranhão “Lilah Lisboa”.

A proposta do projeto é aliar a beleza do local, o espetáculo do pôr do sol e a boa música instrumental produzida no Maranhão. A coordenação é do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Cultura (Secma), Infraestrutura (Sinfra) e Comunicação Social (Secom).

Na abertura, Jayr Torres Quarteto Jazz embalou o entardecer com clássicos das músicas brasileira e maranhense, como “Urrou” (Coxinho), “Sereia” (Escrete) e “Pisa na Fulô” (João do Vale). O quarteto tem como integrantes Jayr Torres, Samuel Jafé, Ronald Nascimento e Carlos Raquet.

Prestigiaram o show de lançamento os secretários Olga Simão (Cultura), José Raimundo Frazão (Infraestrutura), Anna Graziella Costa (chefe da Casa Civil) e Carla Georgina (Comunicação Social). “O Governo realiza grande obra de infraestrutura aqui, mas o espaço já se revela como uma área de lazer importante para população de São Luís. E a cultura também está presente com música e o entretenimento para as pessoas que vêm aproveitar o pôr do sol nesse espetáculo maravilhoso”, afirmou Olga Simão.

O projeto de urbanização do Espigão Costeiro inclui a construção de duas praças, quiosques para venda de artesanato maranhense, lanchonetes, iluminação, proteção de laterais, locais para coleta de lixo, pontos de observação e, ainda, calçadão para práticas esportivas como corrida, ciclismo e caminhadas, e reforma do Memorial Bandeira Tribuzi.

Pôr do sol também é atração do Espigão Costeiro
Pôr do sol também é atração do Espigão Costeiro

“É uma das obras mais importantes de São Luís e uma das mais bonitas que a governadora Roseana entregará para população maranhense este ano. Estamos com 85% da urbanização pronta. As pessoas já estão frequentando e, depois de pronta, será mais um espaço de qualidade de vida e lazer para os maranhenses”, explicou José Raimundo Frazão, secretário de Infraestrutura.

O músico Jayr Torres também falou da emoção do momento. “É um projeto que estava faltando em São Luís, porque nós temos tudo, cenário, mar e só estava faltando a música para servir de trilha sonora para esse mar lindo”, salientou.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Potencial da Região Metropolitana de São Luís é tema de workshop

 

Evento tem como ponto central o Corredor Metropolitano. - Divulgação (arquivo)
SÃO LUÍS – Um workshop, nesta quinta-feira (7), discute o crescimento econômico e populacional da Região Metropolitana de São Luís. O evento, cujo tema é "Potencial do Mercado da Região Metropolitana da Ilha de São Luís", tem como ponto central de discussão a criação do Corredor Metropolitano, que seguirá do aeroporto de São Luís, no bairro do Tirirical, passando pela Estrada da Maioba, pelo bairro do Araçagi e terminando na avenida Litorânea.
O potencial do local ganhou destaque de uma revista econômica, que aponta a Região Metropolitana de São Luís com o maior índice de consumo no Brasil. Em entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, o representante da imobiliária que realiza o evento, Sérgio Castor, revelou que a principal preocupação é que, do ponto de vista urbanístico, trata-se do trecho mais desorganizado da região. "Nós estamos analisando esse crescimento econômico, esse crescimento populacional, essa aspiração das construtoras em busca desses terrenos para formar grandes equipamentos. Para você ter uma ideia, da Forquilha até o Araçagi, estão construídas, ou em construção, 100 mil unidades habitacionais", disse.

60 policiais estão aptos a atuar no Centro Histórico de São Luís

Eles fazem parte de três turmas capacitadas desde o mês de julho pelo Projeto Reviver com Segurança, que tem como objetivo coibir crimes.


Foto: Fabrício Cunha
Capacitados pelo Projeto Reviver com Segurança
 
Lançada no início do mês de julho, o Projeto Revi-ver com Segurança já capacitou 60 policiais militares (PM). Iniciativa do Governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Segurança Pública (SSP), Turismo (Setur) e Cultura (Secma), o objetivo é treinar o efetivo que atua no Centro Histórico de São Luís para, além de coibir crimes, atender melhor os turistas. Segundo dados da Companhia de Policiamento Independente de Turismo (CpTur Ind), 80 ocorrências foram registradas no primeiro semestre deste ano na área da Praia Grande onde foi desenvolvido o Projeto Reviver.
Desde o dia 5 de junho, quando foi lançado o Projeto Reviver com Segurança, três turmas de 20 policiais passaram pela capacitação. A maior parte dos policiais treinados fazem parte da CpTur Ind, mas policiais de outras unidades também foram capacitados. "Como o trabalho policial é dinâmico, policiais de outras unidades também foram treinados, porque eles podem atender algum turista que esteja em outra área da cidade, que não seja o Centro Histórico, ou pode vir a trabalhar nessa área", explicou o subcomandante da companhia, tenente Edmilson.
Treinamento - Durante o treinamento, eles recebem noções sobre a história da cidade, localização dos principais pontos turísticos e práticas de bom atendimento. O treinamento tem aulas teóricas, no período da manhã, e um citytuor no fim do dia.
Por meio dessa parceria entre as secretarias de Estado, os policiais militares capacitados poderão melhorar a segurança da área do Centro Histórico, sobretudo por meio da prevenção, informando aos visitantes quais os melhores horários para frequentar cada logradouro da área, evitando assim que os turistas se coloquem em posição de vulnerabilidade.

Ocorrências - De janeiro a junho deste ano, foram registradas 80 ocorrências na Praia Grande. A maioria foram roubos, 23 do total. Também houve casos de furtos, lesões corporais, ameaças, tentativa de roubo, desacato, tumultos e homicídios. "Os casos de homicídios registrados foram resultado de briga entre criminosos. Nenhum envolveu turista ou visitante", garantiu tenente Edmilson.
Em junho, houve ainda a apreensão de entorpecentes. Conforme a CPTur Ind, o recolhimento de armas brancas e drogas é comum, principalmente às sextas-feiras, dia de maior fluxo de pessoas na região, quando o local recebe entre 2.500 e 3 mil pessoas, entre moradores da capital e turistas.
A Avenida Beira-Mar é o principal ponto de ação de criminosos da região. Localizada na Rua da Estrela, principal ponto de concentração de pessoas, a Praça Nauro Machado também aparece como um dos principais pontos de ações criminosas, assim como as ruas da Palma, Humberto de Campos, Portugal e Boa Ventura.
Desde abril, a área do Centro Histórico tem policiamento 24h, com 32 policiais responsáveis pela segurança da região. O trabalho é reforçado com o uso de duas viaturas e duas motocicletas. Das 6h às 11h e das 18h às 23h, policiais fazem rondas pela área em motocicletas. O policiamento a pé é reforçado das 7h30 às 13h30 e das 13h30 às 19h30 e viaturas circulam pela área 24 horas por dia. "Somente a presença do policial na rua já inibe a ação criminosa", afirmou o tenente Edmilson.
A comerciante Maiara Sodré afirmou que as novas práticas de segurança adotadas no Centro Histórico têm surtido o efeito esperado. "Ainda há problemas, mas você percebe a ação da polícia quando necessário. Nos dias de maior circulação, os policiais fazem rondas constantes e quando ocorre algum problema eles resolvem rapidamente. A gente já se sente um pouco mais tranquilo", comentou.

Ocorrências


23 roubos
11 furtos
11 lesões corporais
9 averiguações de denúncias
8 ameaças
7 casos de desacato
4 apreensões de drogas
3 homicídios
2 tentativas de roubo
2 tumultos

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Governo divulga novas regras de segurança no trabalho portuário

Norma reúne procedimentos de segurança dos trabalhadores durante operações de embarque, desembarque e armazenamento de granéis sólidos nos portos.

 
Foto: Divulgação/Emap
Operação de descarga de granel sólido no cais
Foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria
nº 1080, que altera a Norma Regulamentadora nº 29, que diz respeito à segurança e saúde no trabalho portuário. A partir de agora, a apuração de queda de barreira ou deslizamento de carga de granel sólido armazenada em porões deve ser efetuada somente pela pessoa responsável que deverá considerar, obrigatoriamente, o ângulo de repouso do produto, conforme definido na ficha da mercadoria, a qual consta no Código Marítimo Internacional para cargas sólidas a granel.
O funil ou moega utilizados no descarregamento de granéis sólidos deve ser vistoriado pelo menos uma vez por ano e deverá ser emitido um laudo técnico, acompanhado da respectiva anotação de responsabilidade técnica no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), que comprove que a estrutura tem total condição operacional para suportar as tensões de sua capacidade máxima de carga de trabalho seguro, de acordo com seu projeto de construção.
Para garantir a segurança nos portos, os equipamentos que sofreram qualquer tipo de incidente, reforma ou avaria deverão passar por uma nova vistoria antes de iniciar novamente o trabalho.
A partir de julho de 2016, todo funil ou moinho deve apresentar de forma legível sua capacidade máxima e seu peso bruto e oferecer as seguintes condições: cabine fechada que não prejudique o trabalhador à poeira e às intempéries do tempo; janela de material transparente e resistente à chuva, à vibração e ao vento; ar condicionado; escada de acesso à cabine e parte superior com corrimão e guarda-copo; instalações elétricas em bom estado; e assento ortopédico.

Empregados - Os trabalhadores que operam equipamentos portuários de grande porte passam a contar ainda com um local de repouso, o qual deve ser climatizado, dotado de isolamento acústico eficiente e com mobília apropriada ao descanso. A mesma regra, a qual só valerá daqui seis meses, é válida para os empregados cujo exame ergonômico estabeleça períodos de folga entre as jornadas.
Além disso, a nova Portaria determina que o armador ou seu representante, responsável pela embarcação que conduzir cargas perigosas destinadas ao porto organizado ou instalação portuária de uso privativo, está obrigado a enviar à administração do porto e ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) uma ficha de emergência de carga perigosa pelo menos 24 horas antes da chegada da embarcação.

ANP aprova planos de descoberta de gás natural pela ex-OGX Maranhão

Planos de avaliação de descoberta são dos poços Fazenda Axixá, Fazenda São Francisco e Fazenda Roseno, da Parnaíba Gás Natural (antiga OGX).

 
Foto: Arquivo
Área de perfuração de poços para exploração de gás
Rio - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou os planos de avaliação de descoberta (PADs) de três poços da Parnaíba Gás Natural (PGN, antiga OGX Maranhão), na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Os poços são Fazenda Axixá, Fazenda São Francisco e Fazenda Roseno, localizados no bloco PN-T-85.
De acordo com decisão da diretoria da autarquia, foi exigido, como compromisso firme, que a PGN faça o reprocessamento sísmico de 711 quilômetros de linhas 2D; a aquisição e o processamento de 355,849 quilômetros de sísmica 2D e a perfuração de um poço exploratório. As atividades deverão ser feitas até janeiro de 2016.
Após essa data, a companhia pode decidir pela extensão do PAD, com o compromisso de perfurar novos poços contingentes. A ANP não divulgou o investimento previsto nos PADs.
A decisão da ANP foi tomada em reunião realizada em 23 de julho, porém aprovada apenas nesta semana. No mesmo mês, a agência já havia aprovado outros sete PADs da PGN, em outros três blocos na Bacia do Parnaíba.
A PGN é o braço da Óleo e Gás Participações (OGPar, antiga OGX) para a exploração e produção de gás natural na Bacia do Parnaíba. O recurso é utilizado principalmente para abastecer o complexo termelétrico do grupo "X", de Eike Batista, no interior do Maranhão.
A OGPar tem hoje 36,36% do capital da PGN. Os demais sócios são Eneva (ex-MPX, com 18,18%), a alemã E.On (9,09%) e a Cambuhy Investimentos, da família Moreira Salles (36,37%). A PGN é operadora dos sete blocos que possui na Bacia do Parnaíba.

Leilão - Na última semana, a OGPar realizou um leilão para a venda de sua participação na PGN. Mas a concorrência não teve interessados. A licitação estava prevista no plano de recuperação judicial da OGPar, que desistiu de negociar diretamente sua fatia na empresa para a Cambuhy Investimentos, por R$ 200 milhões.
Entre outras decisões aprovadas semana passada, a ANP também indeferiu o PAD da Petrobras para o poço 1-BRSA-1081-ESS, no bloco marítimo ES-M-414, na Bacia do Espírito Santo. Segundo a autarquia, a companhia precisa se comprometer, de maneira firme, a perfurar pelo menos um poço exploratório, para ter a aprovação do plano.
Ainda com relação à Petrobras, a ANP aprovou o plano de desenvolvimento do campo de Baixa do Algodão, na Bacia Potiguar, operado pela estatal. Não há informação do valor de investimento previsto no plano.

Casarão na Rua da Estrela será restaurado e receberá a Fapema

Ordem de serviço para o início das obras de restauração foi assinada ontem; ação está incluída no PAC Cidades Históricas.


Foto: Fabrício Cunha
Casarão na Rua da Estrela será restaurado
Foi assinada ontem a ordem de serviço para início das obras de restauração de um prédio localizado na Rua da Estrela, nº 386, que vai servir de sede para a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). A obra está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, que reformará e restaurará 44 pontos históricos em São Luís, com um investimento de R$ 133 milhões.
Segundo a presidente da Fapema, Rosane Guerra, o prédio será readequado para receber a fundação e contará com espaço para áreas administrativas, acervo, biblioteca, auditório, refeitório e outros. A previsão é de que a obra fique pronta de 12 a 15 meses, com um investimento de mais de
R$ 2 milhões. O projeto para reforma e adequação do prédio começou a ser concebido em 2011 e em 2012 ele já estava pronto para a captação de recursos. Em 2013, a presidente Dilma sancionou o PAC Cidades Históricas e o projeto foi contemplado.
A secretária de Cultura do Estado, Olga Simão, esteve presente na assinatura da ordem de serviço e destacou o empenho da governadora Roseana Sarney em garantir que as obras do PAC Cidades Históricas, que são coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fossem levadas adiante. Isso se deu por meio de uma parceria com o Governo do Estado, que garantiu uma equipe técnica para proceder a elaboração dos projetos para as restaurações, fato que adiantou o cronograma das obras, tanto que, conforme afirmou Kátia Bogéa, superintendente do órgão no estado, entre todas as cidades contempladas São Luís é a que está com a execução das obras em estágio mais avançado. "A governadora está ciente da importância dessas reformas e o Governo do Estado fica feliz em contribuir com essa parceria", afirmou a secretária.

Restauro - Kátia Bogéa destacou a importância do restauro do sobrado, que está arruinado e agora servirá de sede para a Fapema, o que, segundo ela, é uma grande missão. Além disso, destacou a parceria técnica com o Governo do Estado, que deu estrutura para levar à frente as obras, e assinalou que várias outras reformas e adequações já foram iniciadas, entre elas, o Palácio Cristo Rei, o Palácio das Lágrimas e a Praça da Alegria.
Ela também afirmou que praticamente todos os 44 projetos já estão licitados, faltando apenas a Rua Grande e o Forte São Luís. O planejamento é que, até dezembro, pelo menos 15 obras já estejam em andamento.

Presente - Ontem, durante a assinatura da ordem de serviço para início das obras no prédio da Rua da Estrela, a superintendente do Iphan, Kátia Bogéa, afirmou que as obras de reforma da Catedral de Nossa Senhora da Vitória, a Catedral da Sé, do Palácio Espicopal e de implantação do museu de arte sacra já estão em fase final, significando que o prédio será entregue no dia do aniversário de São Luís, como foi prometido no início das obras.
O projeto de Intervenção para Conservação, Restauro e Adaptação da Igreja da Sé e do Palácio Arquiepiscopal está sendo desenvolvido em parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secma), e do Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH), com apoio cultural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O principal objetivo da obra é adaptar o Palácio para abrigar, em seu 2º andar, o Espaço de Referência da Arte Sacra no Maranhão.

Obras do PAC Cidades Históricas


Restauração do Palácio das Lágrimas - UFMA - Palácio da Ciência (obra iniciada)
Restauração do Palácio Cristo Rei - UFMA - Reitoria (obra iniciada)
Restauração do sobrado da Rua da Estrela - Faculdade de História (obra iniciada)
Restauração do sobrado da Rua da Estrela, 386 - Fapema (obra iniciada)
Requalificação da Praça da Alegria (obra iniciada)
Restauração do Sobrado do Fórum Universitário - UFMA - Curso de Direito
Restauração do imóvel da Rua 14 de Julho - Teatro Tablado - UFMA
Restauração da Fábrica São Luís - Câmara de Vereadores
Restauração do Mercado Central
Restauração da Estação Ferroviária - Centro Cultural
Restauração e adaptação do Palacete da R. Formosa, 46 - Sec. Mun. de Turismo
Restauração do Sobrado da Av. Pedro II, 199/205 - Junta Comercial
Requalificação da Praça João Lisboa e Largo do Carmo
Restauração da Igreja do Carmo
Implantação da Praça das Mercês
Restauração do Sobrado da Rua Portugal, 303 - Secretaria do Estado da Cultura
Restauração do Solar dos Vasconcelos - Dep. de Patrimônio Histórico
Restauração da Escola de Música do Estado do Maranhão
Restauração do Sobrado da Baronesa de São Bento - Coteatro
Restauração do Museu Histórico Artístico do Maranhão
Restauração do Teatro Artur Azevedo
Restauração do sobrado da Rua Portugal - Casa de Nhozinho
Restauração do Antigo Galpão de Algodão - Centro de Criatividade Odylo Costa Filho
Restauração do Sobrado da Rua do Giz - Centro de Cultura Popular
Restauração do sobrado da Rua Portugal - Museu de Artes Visuais
Restauração do sobrado da R. Giz - Centro de Arqueologia
Restauração do sobrado da R. da Estrela - Biblioteca Escolar
Restauração do Teatro João do Vale
Restauração do Sobrado do Arquivo Público
Restauração da Antiga Alfândega - Casa do Maranhão
Restauração do sobrado à Rua de Nazaré, 316 - Secretaria de Direitos Humanos
Requalificação da Fortaleza São Luís
Restauração do sobrado do Centro Artístico Operário
Recuperação do sobrado à Rua de Nazaré, 135 - anexo do Museu da Gastronomia
Restauração de casarões na Rua do Giz - Implantação do Polo Digital
Restauração da Igreja de Santana
Restauração da Igreja de Santo Antônio
Restauração da Igreja de São João
Restauração de casarões na Rua da Palma, 445 e 459 (habitação de interesse social)
Restauração da Fachada de Azulejo do Sobrado da Praça João Lisboa, 37
Requalificação Urbanística da Rua Grande (incluindo embutimento da fiação aérea)
Restauração do Sobrado Rua Nazaré, 58 - Centro Educacional Guaxenduba
Restauração do Sobrado à Rua do Giz esquina com Rua 14 de Julho - Escola de Música da UEMA
Restauração do sobrado da Praça Antônio Lobo - Casa do Estudante - UEMA
(Fonte: pac.gov.br)

Números


44 obras do PAC Cidades Históricas
R$ 133 milhões investidos
R$ 2,054 milhões é quanto custará a reforma do prédio na Rua da Estrela

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O menino e o tigre

 
Por motite
 



Como um acidente pode explicar o comportamento humano
 
O Brasil ficou chocado nos últimos dias de julho quando um garoto de 11 anos teve o braço direito dilacerado por um tigre. O "acidente" ocorreu em um zoológico de Cascavel, PR, quando o garoto, acompanhado do pai, pulou uma cerca de proteção, ignorou os avisos de manter-se afastado e provocou primeiro um leão e depois o tigre. O desfecho todo mundo viu: teve o braço amputado na altura do ombro e terá a vida inteira para refletir sobre esse ato "corajoso". Esse acidente é exemplar, em todos os sentidos.
 
Quem acompanha minhas colunas sabe que há décadas eu insisto no declínio na qualidade do ser humano em sociedade. Especialmente no Brasil, país que parece caminhar ladeira abaixo no campo das relações humanas.
 
Felizmente alguém filmou e mostrou uma imagem que retrata o que vem acontecendo em uma sociedade desacostumada a respeitar uma autoridade. O garoto ficou por cerca de seis minutos atiçando dois felinos de grande porte, conhecidos por qualquer ser vivente como predadores. Até as pedras sabem que esses animais se alimentam de outros animais desde que o mundo é mundo.
 
Imediatamente após a divulgação das imagens começaram os julgamentos, principalmente os do "contra" e "a favor", seja do tigre, do garoto, do pai, do zoológico, de Deus etc. No atual modus operandi social de palpitar sobre tudo houve a esperada distribuição de culpa para todos os envolvidos, alguns até tentando amenizar o lado do garoto sob a alegação de que era "incapaz" de avaliar os riscos. Será? Com 11 anos você não sabe a diferença de um gato para um tigre?
 
Deixando um pouco o tigre de lado, vamos lembrar um pouco das histórias da Bíblia. Sem a menor conotação católico-cristã, mas apenas como exemplo. Muita gente atribui o pecado original ao sexo, fazendo uma analogia direta da mordida na maçã com rala e rola entre Adão e Eva. Mas Deus não poderia castigar pelo sexo, senão inviabilizaria a reprodução humana e jogaria por terra o famoso "crescei e multiplicai". 
 
O pecado original que condenou Eva e seu amasio ao mundo terreno foi a DESOBEDIÊNCIA. Deus deixou bem claro: não coma a fruta dessa árvore! E quando virou as costas lá foi ela e nhoc! Não tinha uma placa na macieira do tipo "fique longe, não coma". Por trás da desobediência está o conceito que quero chegar: o desrespeito!
 
Voltando ao zoológico, qual o padrão de comportamento dos visitantes: enfiar o braço na jaula ou manter-se afastado? Se uma criança violou o padrão é preciso olhar para esse caso isolado e tentar entender melhor de onde vem o comportamento tão prepotente.
 
Hoje em dia existe uma enorme confusão aqui em terras brasileiras com relação à educação. Também já escrevi sobre isso. E é um tal de pais entregarem seus filhos às escolas na crença cega de que o pimpolho sairá de lá um lorde inglês e com conhecimento de filósofo alemão. Mas em casa o filho faz o que quer, passa o dia no videogame, desobedece os pais e eventualmente despreza a autoridade dos empregados.
 
Educação é aquele conjunto de regras transmitidos de pais para filhos como uma carga genética. O que a escola transmite é conhecimento. Portanto, escola não educa, quem educa é o convívio familiar. Já defendi mais de um milhão de vezes a mudança do nome de ministério da Educação para ministério do Ensino.
 
Pergunto, que tipo de pai pode gerar um filho tão incapaz de entender a regra mais elementar, bíblica e basilar da educação que é a obediência? Que tipo de exemplo esse garoto tem em casa para ignorar tão descaradamente os perigos que envolvem o enfrentamento de um animal feroz? Uma criança que atiça descaradamente um animal selvagem como o tigre respeita seus professores? Obedece seus pais?
 
É o reflexo da falta de cuidado na educação, não da escola, mas aquela da formação do caráter. Quem enfrenta um tigre não é corajoso - como escreveram alguns - ou simplesmente desobediente?
 
Chamou-me a atenção o comentário de vários jornalistas que reforçaram o fato de no momento do acidente não ter nenhum vigia, embora o zoológico tenha se defendido alegando que a área é monitorada por quatro fiscais.
 
Ora, jornalistas são pessoas esclarecidas, viajam e normalmente voltam do exterior sempre com uma história de civilidade na ponta da língua. Ficam impressionados que nos museus americanos o visitante deposita o valor em uma caixa que fica ali, ao alcance de qualquer um, mas ninguém pega. Contam - impressionados - que na Áustria as padarias deixam o leite fora e as pessoas pegam e depositam as moedas em um pote, sem ninguém vigiando.
 
Mas cobram o fato de naquele local do zoo não haver um vigilante. É ISTO que quero chamar a atenção: educação não é um comportamento expresso diante de fiscalização, o nome disso é obediência. Educação é o comportamento do indivíduo quando não tem NINGUÉM olhando!
 
Por isso a Prefeitura de SP instalou mais uma centena de radares e câmeras de vigilância, porque o motorista só consegue se manter educado sob constante fiscalização. Porque não foi educado. Os motoristas/motociclistas mal e porcamente foram instruídos, quando foram... E os ciclistas nem isso!
 
Pela ótica do jornalismo sensacionalista podemos perder a esperança em trânsito solidário sem que haja uma fiscalização opressiva e constante, como no zoológico. Não basta uma placa de proibido estacionar, precisa ter um fiscal. Não basta investir em passarela ou ciclovia, tem de fiscalizar. Não basta avisar que o leão é bravo, precisa colocar o braço lá dentro!

Parada da Diversidade Sexual mostra luta contra o preconceito

Foto: De Jesus

Evento, que já acontece há 11 anos em São Luís, reuniu milhares de pessoas na tarde de ontem na Avenida Litorânea.

 

Foto: De Jesus
 
Milhares de pessoas se reuniram ontem na Avenida Litorânea, em São Luís, para participar da XI Parada da Diversidade Sexual e Orgulho LGBT, que este ano abordou o preconceito sofrido principalmente por lésbicas. E não foram apenas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais que compareceram para levantar a bandeira: “Sou lésbica...tenho direitos, meu voto merece respeito”. Diversos eram os simpatizantes da causa que foram apoiar um amigo, amiga, ou mesmo para se divertir no evento. Segundo a organização do evento, 300 mil pessoas eram esperadas na Avenida Litorânea durante a realização da ação.
“Nós não somos gays, mas viemos aqui para curtir e apreciar a festa”, afirmou Tiago Miranda, que caminhava de mãos dadas com sua namorada, Vanessa Mayara, que completou a frase do companheiro: “e sem preconceito, que é o mais importante”.

Conscientização - A concentração do evento começou às 15h, mas antes já havia pessoas na avenida, muitas realizando panfletagens que abordavam a necessidade de se respeitar a diversidade e banir a homofobia do país. Segundo os organizadores, o principal objetivo da Parada é, além da festa, discutir as demandas e necessidades da comunidade LGBT, além de sensibilizar o poder público para que ele crie políticas de promoção de todos os gêneros e sem discriminação.
Como complemento à Parada da Diversidade, durante a semana, foram realizados diversos outros eventos de conscientização sobre o respeito aos homossexuais. No sábado, dia 2, por exemplo, ocorreu o XI Seminário LGBT, no Convento das Mercês. Ali, especialmente as lésbicas participaram de oficinas e palestras sobre o tema da parada, que este ano foi escolhido para homenageá-las, e, sendo um ano de eleição, a discussão se torna pertinente, pois a categoria nem sempre tem a visibilidade que merece.

Festa – Na Avenida Litorânea, a festa e a alegria tomaram de conta da orla. A multidão começou a se reunir nas proximidades do parquinho e foi seguindo os trios elétricos, até a Praça dos Pescadores, onde um grande palco foi montado para o espetáculo final. No caminho, os participantes se divertiam ao som de DJs, que tocavam vários ritmos, desde o reggae ao funk, e diversas atrações musicais, além da apresentação de gogo boys, gogo girls e das multifacetadas drag queens, cujas roupas chamavam a atenção do público.
E as fantasias superproduzidas não poderiam faltar na parada. Por todo o canto se via anjos, demônios, pierrôs e até uma onça passeando pela avenida. “A gente não sabe nem explicar o sentimento que a gente sente de estar aqui na avenida. É uma emoção muito grande, se produzir e se mostrar”, ressaltou Gisele Ravache, que todos os anos se produz para ir até a Avenida Litorânea com as amigas.

domingo, 3 de agosto de 2014

Tommy Hilfiger no São Luís shopping

 

Uma das mais tradicionais marcas de roupas masculinas e femininas em todo o mundo, a Tommy Hilfiger vai se instalar com loja exclusiva no São Luís Shopping a partir de setembro deste ano. A Tommy vai oferecer aos consumidores, que apreciam o visual esportivo e clássico da marca, as novidades da linha completa de seus produtos. A Tommy é um símbolo do espírito norte-americano e o estilo inconfundível da marca conquistou adeptos ao visual esportivo clássico, além de jovens fãs de hip-hop e streetwear. As cores dos Estados Unidos, vermelha, branca e azul, estão presentes no logotipo que mimetiza uma bandeira e também predominam em todas as criações da marca.