segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Maranhão reduz quase 50% da pobreza extrema, afirma MDS

A redução resulta da parceria em programas como Brasil Carinhoso. O Estado também diminuiu em 70% o número de crianças que se encontravam na pobreza extrema.

Foto: Prefeitura de Lago da Pedra-Maranhão
Foto: Prefeitura de Lago da Pedra-Maranhão
SÃO LUÍS - O Maranhão reduziu em 48% o percentual da população que ainda vivia na pobreza extrema. A informação é do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). De acordo com a pasta, a redução resulta da parceria em programas como Brasil Carinhoso, lançado em maio deste ano pelo governo federal. A ação também fez com que o Estado reduzisse em 70% o número de crianças que se encontravam vivendo em pobreza extrema.
Segundo a governadora Roseana Sarney outras ações devem diminuir ainda mais os índices de pobreza no Estado. Um exemplo é o Programa Viva Oportunidades, inspirado no Plano Brasil Sem Miséria. Lançado na última quinta-feira (13), o programa terá investimento de R$ 15,9 bilhões com a meta de retirar 1 milhão de pessoas da pobreza extrema.
O Viva Oportunidades terá ações voltadas à inclusão social e produtiva, por intermédio de capacitação, acesso ao crédito e transferência de renda para os que vivem em situação de extrema pobreza no Maranhão. A meta é que o programa contribua para a geração de 20 mil empregos para jovens e adultos e para a criação de 80 mil negócios familiares, beneficiando 326 mil pessoas com a qualificação profissional e o acesso ao crédito bancário, especialmente o microcrédito produtivo urbano.
Bons resultados
No Maranhão, em um ano, o programa Brasil Sem Miséria promoveu a inclusão de 38,9 mil famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – de 687 mil em todo o país – localizadas por meio da busca ativa. No mesmo período, foram feitos 101,5 mil atendimentos na área rural – de 1 milhão em todo o País – beneficiando membros de 25,3 mil famílias em extrema pobreza que vivem no campo.
Outro destaque do Brasil Sem Miséria no Estado foi a inscrição de 8,7 mil vagas no Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego (Pronatec) – cerca de 7% do total nacional. Das 20 cidades com melhor desempenho no Pronatec em todo o  País, duas estão no Maranhão.

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2,3 milhões de maranhenses saíram da pobreza extrema

Maranhão foi um dos estados brasileiros que mais se destacaram no combate à pobreza, segundo relatório.
Jock Dean
Da equipe de O Estado
 
Foto: Divulgação
Tereza Campello
 
O Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome este ano, segundo relatório global da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado no dia 16 deste mês, em Roma, na Itália. A redução da pobreza extrema foi um dos fatores essenciais para que o Brasil superasse a fome estrutural. O Maranhão foi um dos estados brasileiros que mais se destacaram nessa área, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Nos últimos anos, 2,3 milhões de maranhenses saíram da pobreza extrema. O Maranhão reduziu de 20% para 8% o total da população abaixo da linha da pobreza.
O Relatório de Insegurança Alimentar no Mundo de 2014 apontou que de 2002 a 2013 caiu em 82% a população de brasileiros considerados em situação de subalimentação. Se contado desde 1990, esse índice é de 84,7%. Atualmente, apenas 1,7% da população brasileira está em situação de insegurança alimentar. Em 1990, o índice era de 14,8%. Esta é a primeira vez, em 50 anos de divulgação do relatório, que o Brasil fica de fora do chamado Mapa Mundial da Fome.
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a fome estrutural no Brasil evidenciava, sobretudo a dificuldade de acesso à renda por parte do brasileiro e tinha como uma das consequências o não acesso à alimentação. “O Brasil sempre foi um dos maiores produtores mundiais de alimentos, então, o nosso problema não era a falta de alimentos, mas a dificuldade da população de adquiri-los e isso ocorria porque não havia uma decisão política do governo de combater a fome”, afirmou.
O relatório da FAO destacou o Brasil como exemplo mundial no combate à fome. Em um quadro especial do documento foram frisadas as medidas tomadas pelo país para superar o problema. “A FAO destacou o conjunto de políticas adotadas pelo Brasil para combater a fome, sobretudo o aumento do acesso à renda, o programa da merenda escolar e o Programa Bolsa Família”, informou Tereza Campello.

Maranhão – Essas políticas surtiram efeito, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do país, onde havia o maior número de famílias na pobreza extrema. O Maranhão tem hoje 988 mil famílias beneficiárias do Bolsa Família, o que garantiu a saída de 2,3 milhões de famílias da extrema pobreza nos último anos. A criação, desde 2011, de 69 mil postos de trabalho com carteira assinada no estado também garantiram o aumento da renda dos maranhenses e o maior acesso à alimentação de qualidade.
O Maranhão é o segundo estado do Nordeste em número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família - o primeiro é a Bahia. O secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, explicou para garantir o maior número de beneficiários do programa foi preciso tomar uma série de medidas específicas. “O Maranhão tem uma Coordenação Estadual do Bolsa Família que promove capacitação dos técnicos dos municípios para atender as famílias com o perfil do programa. Além disso, nós demos atenção especial às áreas do estado com o maior número de famílias carentes”, disse.

Aumento da renda - Com o Bolsa Família, aumento do número de trabalhadores formais e do valor do salário mínimo, a população pobre começou a ter condições financeiras para comprar alimentação. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 18 deste mês, o rendimento médio do maranhense é de R$ 1.057,00 e houve evolução no ganho real das pessoas de 10 anos ou mais que trabalham no estado.
O valor corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro de 2004 a setembro de 2013 colocou o Maranhão na quinta colocação entre os estados com maior ganho real na renda dos trabalhadores – o índice foi de 60,4%. Ainda conforme os dados da Pnad, cresceu, de 2004 a 2013, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no Maranhão. Em 2004, o índice era de 45,7% e em 2013, 54,8%. Esse dado é importante porque um trabalhador com carteira assinada ganha até 48% a mais que um sem esse benefício, o que gera impacto no ganho real do rendimento.

Merenda escolar – Outra ação do Governo Federal que apoiou o resultado positivo apontado pela FAO foi o crescimento da oferta de merenda escolar no país. Em escolas públicas, 43 milhões de alunos recebem refeições, número superior ao de toda a população argentina. “Todos os dias nós garantimos pelo menos uma refeição completa e um lanche para as crianças brasileiras e, principalmente alimentação saudável, que garanta todos os nutrientes necessários”, informou Tereza Campello.
No Maranhão, 2 milhões de crianças e jovens comem todos os dias nas escolas da rede pública. De acordo com Tereza Campello, a verba repassada pelo Governo Federal aos municípios tem reservada uma parcela exclusiva para a compra de frutas, legumes e verduras, para garantir uma alimentação equilibrada para os estudantes. Além disso, 30% de todos os alimentos comprados para o preparo da merenda escolar devem ser adquiridos da agricultura familiar. “Assim, nós garantimos um ciclo de desenvolvimento. O aluno tem acesso a um alimento mais saudável e as prefeituras a um produto mais barato já que ele é produzido em sua própria região, reduzindo custos como o transporte, e ainda fortalecemos a agricultura familiar e movimentamos a economia local”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O fortalecimento da agricultura familiar aumentou em 10% a oferta de alimentos no Brasil. No Maranhão, a Sedes garantiu que o estado fosse a unidade da federação com o maior número de municípios inscritos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), programa do MDS que promove o acesso a alimentos às populações em situação de insegurança alimentar e promove a inclusão social e econômica no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar.
Fernando Fialho, gestor da Sedes, informou que 82 municípios maranhenses já estão com o programa em execução e outros 42 estão finalizando sua inscrição no PAA. Outra medida foi o aumento no número de declarações de Aptidão ao Pronaf, que facilita o acesso do produtor ao crédito. “Para isso integramos ações de diversos órgãos estaduais para garantir orientação e assistência técnica aos produtores familiares maranhenses para que eles pudessem aumentar sua produção. Por meio do PAA e do Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar] nós garantimos também mercado consumidor para esses agricultores”, disse.

Melhoria da qualidade da saúde foi um dos reflexos

Todos os investimentos feitos para reduzir a pobreza extrema e o combate à fome tiveram reflexo na melhoria da qualidade da saúde da população. A mortalidade infantil foi reduzida no país, sobretudo as causas relacionadas à extrema pobreza. A mortalidade por diarreia caiu 46% e a por desnutrição teve redução de 58%. No Maranhão, de 2003 a 2011, a mortalidade infantil diminuiu 28,3%, quase o mesmo índice nacional do período, que foi de 32%.
O acompanhamento de saúde dos beneficiários do Bolsa Família mostra que caiu o déficit de estatura das crianças beneficiárias. Indicador da desnutrição crônica, o déficit de estatura está associado a comprometimento intelectual das crianças. O acompanhamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que, com a redução do déficit de estatura, os meninos de 5 anos beneficiários do Bolsa Família aumentaram 8 milímetros, em média, em quatro anos.
Com todos os dados apresentados, Tereza Campello avaliou que a fome deixou de ser um problema estrutural brasileiro para se tornar um fenômeno isolado, que existe ainda entre grupos específicos da população, como os indígenas, quilombolas e populações extrativistas. Nesse aspecto, ela citou o Maranhão, que tem um dos maiores números de comunidades quilombolas do país, além das quebradeiras de coco babaçu e populações indígenas.
Segundo o MDS, o desafio do Brasil, agora, é atender essas comunidades, o que está sendo feito por meio do Busca Ativa, que localiza, inclui no Cadastro Único e atualiza o cadastro de todas as famílias extremamente pobres, encaminhando-as aos serviços da rede de proteção social. O programa foi implantado em 2011 e já alcançou 59 mil famílias maranhenses.
Esse conjunto integrado de ações, por meio de parcerias entre os governos estadual e federal, além da realização de ações conjuntas de secretarias e órgãos maranhenses, fez com que o estado reduzisse de 20% para 8% o número de maranhenses abaixo da linha da pobreza. “O Governo do Estado tinha a meta de reduzir para apenas um dígito o índice de pessoas abaixo da linha da pobreza no Maranhão. Nosso objetivo era alcançar essa meta até o fim de 2015, mas conseguimos fazê-lo ainda em 2013”, destacou Fernando Fialho.

Mais


Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil é um dos países de maior destaque entre o grupo de 63 nações em desenvolvimento que atingiram a meta de reduzir à metade a proporção de pessoas subnutridas até 2015. Mas ainda há 3,4 milhões de pessoas que não comem o suficiente para levar uma vida ativa e saudável. O universo corresponde a 1,7% da população brasileira. Para a FAO, quando o percentual da população subnutrida é inferior a 5%, o problema deixa de ser estrutural. A FAO destaca os resultados alcançados pelo Brasil como um caso de sucesso mundial. O país mereceu, inclusive, um estudo específico sobre as estratégias adotadas para combater a fome e a subnutrição, o chamado Relatório Brasil.

Números


14 milhões de famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família no Brasil
988 mil famílias maranhenses são beneficiadas pelo Bolsa Família
59 mil famílias de comunidades isoladas foram identificadas pelo Busca Ativa no Maranhão
43 milhões de crianças e adolescentes têm acesso à merenda escolar no país
2 milhões de crianças e adolescentes têm acesso à merenda escolar no Maranhão
69 mil novos postos de trabalho com carteira assinada foram criados no Maranhão desde 2011
3.727.495 milhões de maranhenses têm carteira assinada
R$ 1.057 é o rendimento médio do maranhense
6.802.000 milhões de habitantes é a população maranhense
2,3 milhões de maranhenses saíram da pobreza extrema
82 municípios executam o PAA

 

Teatro Arthur Azevedo recebe certificado internacional


 
O Teatro Arthur Azevedo, a mais antiga casa de espetáculos do Maranhão, e segunda mais antiga do Brasil em atividade, recebeu o Prêmio TripAdvisor por Excelência 2014, com selo e certificado concedido pelo site internacional TripAdvisor for Business, para o setor de acolhimento e hospitalidade.

Um dos 16 Teatros Monumentos do Brasil, o Teatro Arthur Azevedo que coleciona outros títulos, como de Um dos Sete Tesouros do Patrimônio Cultural Imaterial de São Luís, concedido pelo Bureau Internacional de Capitais Culturais, no ano de 2012, quando das comemorações dos 400 anos da cidade de São Luís, recebe mais esse prêmio que é dado a instituições a partir de informações de feedbacks dos turistas do mundo inteiro por meio do site TriAdvisor, baseado nas boas  avaliações e opiniões que recebeu no ano de 2013. O TAA recebeu pontuação máxima que vai de 1 a 5.

O prêmio sai anualmente pelo TriAdvisor, concede certificado e Selo de reconhecimento mundial no setor do turismo e viagens. No Maranhão dois outros órgãos que trabalham com cultura receberam o prêmio, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão e o Convento das Mercês.
 

sábado, 27 de setembro de 2014

Prédio do antigo PAM Diamante já está totalmente reformado e modernizado

Centro de Especialidades Médicas e Diagnóstico do Diamante será inaugurado


Prédio do antigo PAM Diamante, totalmente reformado e modernizado, será entregue amanhã pela governadora Roseana Sarney.
 
A população maranhense receberá, amanhã, às 10h, mais uma importante obra do Programa Saúde é Vida, executado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Trata-se do Centro de Especialidades Médicas e Diagnóstico do Diamante, que será inaugurado pela governadora Roseana Sarney e pelo subsecretário de Estado da Saúde, José Marcio Soares Leite, no prédio do antigo PAM Diamante, que foi totalmente reformado e modernizado.
Na nova unidade de saúde, a população terá acesso a consultas especializadas nas áreas de cardiologia, otorrinolaringologia, ortopedia, proctologia, dermatologia, gastroenterologia, neurologia, oftalmologia, cirurgia geral, ginecológica, torácica, plástica, buco maxilo, neurocirurgia; e exames de densitometria óssea, endoscopia, ecocardiograma, eletrocardiograma, holter, mapa, ecodoopler vascular, teste ergométrico, urodinâmica, citoscopia e penioscopia.
O prédio também será a nova sede do Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen), responsável pelo diagnóstico laboratorial de média e alta complexidade e que atende as Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e Ambiental dos 217 municípios do Maranhão. O Lacen realiza atualmente 216 mil exames por ano. "Esse é mais um grande investimento na saúde pública do Maranhão que temos a satisfação de entregar ao povo do nosso estado", ressaltou José Marcio Leite.

Especialidades


Cardiologia
Otorrinolaringologia
Ortopedia
Proctologia
Dermatologia
Gastroenterologia
Neurologia
Oftalmologia
Cirurgia geral, ginecológica, torácica, plástica, buco maxilo, neurocirurgia

APA do Itapiracó, se a política não atrapalhar, será um ganho para a cidade

Avançam obras de implantação do Complexo da APA Itapiracó

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, a primeira etapa da unidade ambiental deverá estar concluída no final deste ano.
 
Foto: Antonio Martins
Sema garante que os serviços de construção
A primeira etapa do Complexo Ambiental da APA Itapiracó deve ficar pronta no fim do ano. A obra, realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), está em estágio avançado. O investimento é de R$ 26 milhões, recurso oriundo do Fundo Estadual de Unidade e Conservação, arrecadado pela Lei de Compensação Ambiental. O projeto da Área de Proteção Ambiental do Itapiracó, com cerca de 320 hectares, prevê a construção de espaços para atividades esportivas, recreativas e educativas, como as praças da família, da criança e do esporte.
Inédito no Brasil, o projeto tem como tripé inovação, sustentabilidade e localização estratégica. O objetivo é restringir a ocorrência de crimes ambientais e a ocupação irregular da área, com a instalação das sedes administrativas da Sema, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Batalhão Florestal, Delegacia Ambiental, além de uma unidade do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Genilde Campagnaro, realizou, na tarde da última quinta-feira (25), vistoria nas obras do Complexo Ambiental da APA Itapiracó. Acompanhada do arquiteto e gestor de implantação do projeto, Marcos Borges, e do superintendente de Biodiversidade da Sema, Benedito Castro, ela conferiu o andamento dos serviços de construção das praças ao longo da Avenida Itapiracó e do calçadão para caminhada.

Compromisso - Genilde Campagnaro destacou o compromisso do Governo do Estado com a questão ambiental. “É um importante investimento do governo estadual. Viemos conferir o andamento das obras e aproveito para anunciar que a primeira etapa será entregue até o fim do ano. Esse é um projeto que vai beneficiar não só àqueles que moram próximo ao APA Itapiracó, mas todos os maranhenses que pela primeira vez terão contato com um espaço de preservação ambiental", declarou.
Durante a vistoria, o arquiteto Marcos Borges falou sobre a importância do projeto e preservação da área. "É um projeto pioneiro que vai proporcionar às pessoas de São Luís uma nova opção de lazer, um local diferenciado para a prática de atividades esportivas e contato com a natureza, além de mais consciência sobre a importância da preservação da flora e fauna. Todo o trabalho que está sendo feito aqui foi planejado para revitalizar a área", declarou.
Com impressionante diversidade biológica, o complexo ambiental será um espaço diferenciado para a prática de atividades esportivas e uma nova opção de lazer para os ludovicenses, beneficiando, principalmente, os moradores da região dos bairros do Turu, Cohatrac e Parque Vitória.
Mesmo ainda em fase de obras, o Complexo Ambiental da APA Itapiracó já atrai pessoas. Para a estudante Raiane Martins, o projeto é muito bom. "É maravilhoso ter um local próximo de casa, com tanta beleza, e agora mais acessível com estrutura para trazer a família", disse. A também estudante Maria de Fátima Sousa aprovou a iniciativa. "O local já é bom para correr, caminhar, cuidar da saúde. Espero que quando terminar a obra mais pessoas tenham a oportunidade de visitar e conhecer essa beleza", disse.

Cadê o viaduto da Forquilha, Senhor Prefeito?

Ausência de viaduto provoca caos em trânsito na Forquilha

Promessa é antiga, feita ainda na administração do prefeito João Castelo, que recebeu R$ 73 milhões do Governo do Estado.
 
Adriano Martins Costa
Da equipe de O Estado
 
Foto: Fabrício Cunha
Fluxo de veículos no retorno da Forquilha
A promessa é antiga. No ano passado, veio mais uma: a parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de São Luís resultaria na construção do viaduto no retorno da Forquilha, entre outras obras de mobilidade urbana na capital. Hoje, mais de um ano depois, não há sinais de parceria, nem de viaduto no local. Somente engarrafamentos que se formam diariamente e em qualquer horário, nas quatro vias que desembocam na rotatória da MA- 201, ou Estrada de Ribamar, avenidas Nossa Senhora da Conceição, Guajajaras e Jerônimo de Albuquerque.
Quem trafega diariamente pelo retorno reclama da situação, que é constante. Em horários de pouco fluxo, os engarrafamentos são um pouco menores, mas ainda assim causam transtorno a condutores. Na Avenida Jerônimo de Albuquerque, os carros chegam até a frente da Loja Insinuante, enquanto na Estrada de Ribamar eles andam devagar até próximo da Choperia Marcelo. Mas quando chega o horário de pico é que tudo fica mais complicado. "Daqui a pouco isso aqui fica tudo cheio de carro e leva até meia hora para se sair daqui", reclamou o motorista Cláudio Azevedo, que dirige quase todos os dias pela Estrada de Ribamar.
Quem trabalha no local também faz crítica ao enorme fluxo de veículos, à falta de controle do tráfego, e à segurança. Um taxista, que pediu para não ser identificado e trabalha em um posto na rotatória, afirmou que no local falta segurança e não existe nenhum controle com relação ao tráfego. Até mesmo os semáforos são desrespeitados, e o único agente de trânsito que atua regularmente no local não faz muita diferença.
Para quem anda a pé ou de bicicleta pelo retorno a situação não é melhor. Primeiro, porque sem ciclovia e com as calçadas em péssimo estado, os ciclistas têm de andar em meio aos veículos, se arriscando nas laterais das pistas. Depois, ainda tem o problema da segurança. O jovem Michael Trindade todo dia tem de fazer o percurso na rotatória para ir ao seu serviço. Ele, que mora na Cohab, diz que o principal problema, além dos carros, é a segurança. Principalmente no trecho próximo à Estrada de Ribamar. Segundo afirmou, a parada de ônibus é a mais visada pelos bandidos.

Usuários - Além desses problemas, a região também é constantemente frequentada por usuários de drogas, muitos deles viciados em crack, que caminham pela rotatória. Alguns andam entre os carros com utensílios, limpando para-brisas, quando os veículos param no sinal vermelho, e às vezes acabam por continuar lá, mesmo quando os carros saem.
Outros simplesmente andam no meio dos carros, tendo de se livrar principalmente das motocicletas, levando perigo tanto para eles quanto para quem está a bordo dos veículos. Uma coberta, em frente a uma casa de festas, é um dos principais pontos de encontros dos viciados, que ficam praticamente o dia inteiro consumindo entorpecentes e deitados em colchonetes sujos e papelões, sem nenhuma ação do poder público.

Viaduto - A obra do viaduto da Forquilha, que desafogaria o trânsito na região, foi prometida em 2009. Na época o governador Jackson Lago assinou um convênio com a Prefeitura de São Luís, administrada por João Castelo. A obra fazia parte de uma série de intervenções na cidade, batizada de Plano de Revitalização Urbanística e Viária da Cidade, que nunca saiu da fotomontagem feita no computador.
Para piorar a situação, o dinheiro do convênio, R$ 73 milhões, foi transferido para contas da Prefeitura, mas até hoje não se sabe o que foi feito dele. Por causa disso, o Ministério Público moveu uma Ação Civil Pública contra o ex-prefeito. Ação acolhida pelo juiz Megbel Abdalla, condenou Castelo a devolver o recurso de forma parcelada, sendo R$ 2 milhões por mês, retirados do ISS, recolhido pela Prefeitura, em 36 meses. O processo ainda está em andamento.
No ano passado, o assunto voltou à discussão. Novamente, o Governo do Estado propôs uma parceria à Prefeitura de São Luís para a construção do viaduto da Forquilha e também de outro na rotatória do Calhau. À Prefeitura caberia o projeto das obras, enquanto o Governo faria a licitação e executaria o serviço.
Várias reuniões foram realizadas com a participação de secretários, mas novamente nada foi levado à frente. O Governo do Estado alega que a Prefeitura não apresentou os projetos, da forma como foi acordado. Por isso, as obras não foram levadas adiante.
Em nota, a Prefeitura de São Luís informou que a construção do viaduto da Forquilha integra um conjunto de obras planejadas para execução em parceria com o governo estadual, cujas tratativas começaram no ano passado. Acrescenta ainda que os recursos encaminhados pelo governo estadual, na gestão do ex-governador Jackson Lago, para a construção da obra estão sendo devolvidos pelo Município ao Governo do Estado, após ação judicial impetrada. Somente na atual gestão, já foram devolvidos R$ 40 milhões pelo Município.
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que faz a fiscalização e orientação do trânsito na rotatória da Forquilha. Diariamente, às 6h da manhã, são designados oito agentes de trânsito para a rotatória da Forquilha e na rotatória da feira (que dá acesso à Maioba) são disponibilizados seis agentes de trânsito que atuam até as 20h.

Mais


Além do viaduto da Forqui-lha, o convênio entre Governo do Estado e Prefeitura prometeram a construção de um outro viaduto, na rotatória da Calhau, onde está localizado o Comando Geral da Polícia Militar

Número


R$ 73 milhões foi o valor destinado à construção do viaduto

Poema Sujo ganha vida no cinema

Poema Sujo ganha vida no cinema

De autoria do poeta Ferreira Gullar, o Poema Sujo, considerado a obra mais ousada do maranhense, será transformado em documentário do cineasta Silvio.
 
Evandro Júnior
Da Equipe de O Estado
 
Foto: Divulgação
Ferreira Gullar escreveu Poema Sujo em 1976
“Nunca pensei que alguém pudesse trabalhar o poema em um longa-metragem”. A frase é do poeta Ferreira Gullar, em entrevista exclusiva para O Estado, referindo-se ao Poema Sujo, de sua autoria, objeto do documentário do cineasta carioca Silvio Tendler. Para a sua montagem, já foram colhidos os primeiros depoimentos do maranhense, e Tendler está em comunicação com pessoas residentes em São Luís para contribuírem no repasse de informações sobre a cidade.
O projeto do cineasta Silvio Tendler é um sonho antigo que começou a se delinear há alguns anos. Em 2010, por exemplo, ele apresentou, na sede do Oi Futuro, em Ipanema, no Rio de Janeiro, uma videoinstalação sobre o mesmo poema. Na ocasião, quem passava pelo local deparava-se com imagens de artistas (como Camila Pitanga e Sergio Britto) lendo trechos da obra, e, ao mesmo tempo, contemplava exposição com fotos do poeta. Na época, o cineasta revelou à imprensa seu desejo de produzir um documentário e uma série de TV e que o Poema Sujo teria uma narrativa cinematográfica perfeita para isso, com começo, meio e fim. “O ‘sujo’ dele tem muitos significados. Tem transgressão política, erótica, escatológica, até chegar à filosófica. É uma obra completa, contemporânea”, declarou na ocasião.
Segundo o cineasta, o projeto já está em fase de finalização e foi batizado como Há Muitas Noites na Noite. A proposta deve ser dividida em série de sete episódios que será exibida na TV Brasil e até o fim do ano deve ser lançada também no cinema. “Estamos finalizando e a proposta é falar do exílio de Ferreira Gullar e, além do Poema Sujo, do outro livro dele, Rabo de Foguete. É um documentário que está ficando lindo”, explica Silvio Tendler.
O cineasta adiantou que no próximo mês virá a São Luís para fazer as últimas gravações para o filme. “Já fui a São Luís várias vezes. Eu adoro a cidade”, ressalta.
Ferreira Gullar ficou surpreso e entusiasmado com a proposta, e está seguro de que o resultado será dos mais interessantes, até porque se trata de um conceituado cineasta. “O poema certamente está possibilitando a ele um bom trabalho, principalmente pela sua quantidade de elementos. Ele [Silvio] inclusive já me entrevistou. Nunca tinha pensado nessa possibilidade [de o poema vir a ser um longa-metragem]. No Maranhão, já fizeram algumas coisas, mas não com essa magnitude”, destacou.
Segundo o poeta, o Poema Sujo, por sua densidade, traz uma riqueza de elementos os quais implicam em múltiplas possibilidades para um trabalho dessa natureza. “São lembranças da infância, referências a São Luís e Buenos Aires, e muitas outras coisas”, disse.

Ousadia – Poema Sujo é uma publicação de 1976. A obra é considerada a mais ousada de Ferreira Gullar. Foi escrita durante o exílio do poeta, em Buenos Aires, na Argentina. Ele sentiu a necessidade de escrever um poema que fosse o seu testemunho final, antes que calassem sua boca para sempre. Em uma época de forte repressão política, sentia-se acossado pela ânsia de rememorar o passado e sentia dificuldade de expressar, em linguagem poética, seu universo interior. Essa necessidade de Gullar transparece logo nos primeiros versos, no nível formal do texto.
Um ano antes de sua publicação, o poeta Vinícius de Moraes promoveu uma série de recitais onde os versos de Poema Sujo
eram ouvidos por diversas plateias. Agora, o documentário em andamento começa a despertar a curiosidade, inclusive ao próprio poeta. “Silvio Tendler é um dos maiores cineastas brasileiros e, com certeza, está fazendo um bom trabalho”, elogiou.
Os filmes de Tendler resgatam a memória brasileira e inspiram seus espectadores a uma reflexão sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento. Ele é dono de um jeito peculiar de fazer cinema. Entre a gestação de uma ideia, sua execução e finalização, muitas vezes se passam décadas. Com Poema Sujo não está sendo diferente, haja vista que a preparação começou bem antes de 2010. O cineasta tem sempre vários projetos e vai tocando todos ao mesmo tempo. Parte das pesquisas de seus filmes tem origem no volumoso acervo particular de imagens, com mais de 10 mil títulos sobre a história do Brasil e do mundo dos últimos 50 anos.
O carioca é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: O Mundo Mágico dos Trapalhões (1 milhão e 800 mil espectadores), Jango (1 milhão de espectadores) e Anos JK (800 mil espectadores). Jango e Anos JK, apesar de falarem sobre o golpe militar de 1964 e democracia, foram lançados ainda em plena ditadura militar, em 1984 e 1980. A partir de então, ele continuou produzindo uma série de documentários que conquistaram diversos prêmios de público e crítica, divulgando a cultura e a história brasileira para o resto do mundo.

Ator maranhense Breno Nina, protagoniza o longa O último Cine Drive-in, do diretor brasiliense Iberê Carvalho.

Ator maranhense no Festival do Rio

Breno Nina protagoniza o longa O último Cine Drive-in, do diretor brasiliense Iberê Carvalho.
Italo Stauffenberg
Da equipe de O Estado
 
Foto: Divulgação
O ator Breno Nina no set de gravação
A magia do cinema a céu aberto e uma difícil relação familiar. Esse foi o desafio do ator maranhense Breno Nina, que atuou recentemente no longa-metragem O último Cine Drive-in. O filme é uma coprodução da Pavirada Filmes, Ligocki Entretenimento e Chroma Comunicação. É dirigido por Iberê Carvalho e traz no elenco, além de Breno Nina, os atores Othon Bastos, Rita Assemany, Chico Sant’anna, Fernando Rocha, André Deca, Rosanna Viegas e Vinícius Ferreira e participação especial de Mounir Maasri e Zécarlos Machado. A montagem fará sua estreia no Festival do Rio 2014, que começou no dia 24 e segue até o dia 8 de outubro, e concorrerá ao Troféu Redentor na Mostra Competitiva Première Brasil. O filme será exibido na próxima quinta-feira.
Para o ator Breno Nina, gravar o primeiro longa-metragem, que está concorrendo em um dos maiores festivais de cinema do Brasil, é um momento ímpar. “O Festival do Rio é uma das principais janelas para quem trabalha no meio artístico”, disse o ator.
O projeto fílmico nasceu da necessidade de retratar uma relação familiar complicada pelo distanciamento entre pai e filho e teve como pano de fundo a situação emblemática que enfrenta o Cine Drive-in, em Brasília. Único cinema a céu aberto em atividade no Brasil, o Cine Drive-in sofre com pressões financeiras e políticas. Corre o risco de ser fechado e anexado ao Autódromo Internacional Nelson Piquet, mas já há um projeto de lei para tornar o cinema Patrimônio Cultural Material do Distrito Federal.
“O Drive-in me pareceu o espaço ideal para falar de uma relação que está perdida no tempo. Presa ao passado. Paralelamente, o filme também faz uma metáfora de que nossos espaços culturais estão na UTI, assim como a mãe de Breno”, descreve Iberê Carvalho, que elogia o desempenho do maranhense. “Conheci o Breno quando dirigi um videoclipe do rapper MV Bill. Foi um trabalho rápido, mas foi suficiente para perceber que é um ator que se entrega, confia na direção e gosta muito do que faz. Isso foi decisivo para a sua escolha”, destaca.

Conflito - Em O último Cine Drive-in, Marlonbrando (Breno Nina) é um rapaz que, vítima da separação dos pais ainda na infância, vive distanciado do contato com o pai. Apesar de conservar na memória a época de ouro do Cine Drive-in, empresa ao qual seu pai era proprietário, Marlonbrando vive em Anápolis, interior do estado de Goiás, com Fátima (Rita Assemany), sua mãe, desde o divórcio. Mãe e filho voltam a Brasília para que Fátima realize um exame no Hospital de Base do Distrito Federal. Nessa circunstância, ele se depara com a necessidade de pedir ajuda ao pai, com quem não tem contato há muitos anos. Almeida (Othon Bastos) é proprietário do cinema e o mantém ativo apenas com dois funcionários: Paula (Fernanda Rocha), que cuida da projeção e da lanchonete, e José (Chico Sant’anna), um velho amigo de Almeida, que cuida da bilheteria e dos serviços de limpeza. A chegada de Marlonbrando a Brasília traz consigo a ameaça de demolição do Cine Drive-in e a perturbadora mudança na relação entre pai e filho.
Todo o filme foi gravado em três meses com locações no Cine Drive-in, Hospital de Base do Distrito Federal e na cidade de Anápolis/GO. O último Cine Drive-in tem trilha sonora original composta por Sasha Kratzer, Zepedro Gollo e Bruno Berê, além das participações dos músicos Dillo Daraújo e Ted Falcon.
Breno Nina tem 27 anos e é de São Luís. O contato com a esfera artística aconteceu ainda na adolescência, quando aos 13 anos atuou em seu primeiro espetáculo. “Comecei a fazer teatro no Colégio Educator, aqui em São Luís, quando tinha 13 anos. A peça se baseava na tragédia grega de Antígona, tinha direção de Sérgio Helal e fazia parte da programação do Festival Maranhense de Teatro Estudantil”, conta o ator.
Após concluir o ensino médio, Nina mudou-se para Brasília onde fez o curso de Publicidade e Propaganda na Universidade de Brasília. Paralelamente, apresentava-se em espetáculos. Logo após a passagem pela capital federal, participou do elenco da novela da Rede Globo, Cheias de Charme, interpretando o segurança Wanderley, que trabalhava com a estrela Chayene (Cláudia Abreu). “Era interessante. Por mais que tivesse poucas falas, estar no elenco fixo me possibilitou saber como é que funciona o dia a dia de fazer telenovela”, relata Nina.

Mais


O Cine Drive-in foi inaugurado em 25 de agosto de 1973. É o único cinema a céu aberto em atividade no Brasil. Tem 15 mil metros quadrados de área asfaltada e é capaz de acomodar 500 veículos em seu estacionamento. Os filmes são visualizados por uma tela de concreto que mede 312 metros quadrados. O local possui uma torre de som com uma estação de rádio FM para transmitir a gravação do filme em estéreo pelos rádios dos carros. Para quem não possui som interno é só acender o farolete e solicitar o som.
O Projeto de Lei 1608/2013 está tramitando na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas devido a interferências ainda não foi votado.

Produção de mel deve atingir as 3.500 toneladas este ano no MA

Aumento é de quase 100% em relação à produção do ano passado, quando foram colhidas 1.800 toneladas de mel, todas oriundas das apiculturas migratória.

 

Foto: Divulgação/Secom
Apicultor manuseia colmeia na região do Alto Turi
A região do Alto Turi, responsável por cerca de 80% da produção do mel no Maranhão, está concluindo a colheita do produto neste mês de setembro. A previsão é de que em todo o estado sejam produzidas cerca de 3.500 toneladas de mel, oriundas da apicultura migratória e fixa. Um aumento significativo da produção, se comparado ao ano passado, quando foram colhidas aproximadamente 1.800 toneladas de mel.
Na opinião do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima), Cláudio Azevedo, o aumento da produção de mel, registrado nos últimos anos no Maranhão, é um reflexo do potencial do pasto apícola, com a diversidade de florada e clima propício, aliado aos investimentos e fomento da produção por parte do governo estadual e federal e a instalação de empresas no território maranhense.
“O Maranhão está cada vez mais atraindo investidores que acreditam no nosso potencial, não só para a produção de mel, mas também de outros produtos apícolas como a cera, o pólen e até o veneno das abelhas", afirmou Cláudio Azevedo.
Na Baixada Maranhense, apicultores dos municípios de São João Batista, Viana e Anajatuba já deram início à colheita do mel. Já os municípios que mais se destacam na produção de mel na região do Alto Turi são Nova Olinda, Santa Luzia do Paruá, Junco do Maranhão, Presidente Médici e Maranhãozinho. Além dos apicultores locais, a região também atrai produtores do Piauí e do Ceará, que migram com suas colmeias sempre em meados do mês de maio.
Apicultores - O presidente da Federação Maranhense de Apicultura e Meliponicultura do Maranhão, Euller Gomes Tenório, informou que, em Maranhãozinho, chegaram 15 apicultores de Jaicos, 50 de Picos e quatro de Paulo Afonso, cidades do Piauí, com um porte médio de colmeias de no mínimo 600 caixas e no máximo 1.500, produzindo 20 kg individualmente. “O enorme potencial do Maranhão atrai cada vez mais apicultores de outros estados”, afirmou Euller Tenório.
Ele informou ainda que o mel do Maranhão, além de ser comercializado em outros estados do Brasil, é também exportado para os Estados Unidos e países da Europa, citando como exemplo a Alemanha e Itália.
Incentivos - Entre os incentivos da Sagrima para aumentar a produção de mel no Maranhão, estão a criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, onde são realizadas reuniões para apresentação de demandas do setor e onde foi aprovada a criação da Federação Maranhense de Apicultura e Meliponicultura. A outra ação da Sagrima foi a distribuição de 2.500 abelhas rainhas a apicultores, permitindo o aumento da produtividade do mel.
Os apicultores maranhenses ganharam ainda um reforço, em dezembro do ano passado, quando, em solenidade que contou com a presença da governadora Roseana Sarney e do superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), João Batista Martins, com a distribuição de 279 kits de apicultura, compostos por colmeias, suportes, equipamentos de proteção individual (EPIs), cera, carretilha, formão e fumigador.

Agroindústria - Além de fomentar a produção de mel, o governo estadual também teve foco na comercialização do produto e em maio deste ano a governadora Roseana Sarney sancionou a lei que beneficia agroindústrias familiares de pequeno porte ou artesanais, nos quais os pequenos apicultores estão inseridos.
A regulamentação das agroindústrias é feita por meio do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), de responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), órgão vinculado à Sagrima. Com este selo, os estabelecimentos poderão fornecer seus produtos para o comércio, além de permitir que eles sejam inseridos nos programas de compras governamentais do município, estado e união, como, por exemplo, na merenda escolar, no Programa Compra Local e de Aquisição de Alimentos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Acontecendo na ilha

Ubiracy Brasil, Marcelo Picch Arlete Salles, Miguel Falabella, Alessandra Verney e Magno Bandarz. Foto: Divulgação

O que o mordomo viu?

Inspirado no melhor texto concebido no período mais amadurecido do escritor inglês Joe Orton, o espetáculo O que o Mordomo Viu estreia na próxima sexta-feira, no Teatro Arthur Azevedo, com versão, direção e atuação de Miguel Falabella. No palco, ele contracena com uma das mais convincentes atrizes brasileiras: Arlete Salles. E também com Alessandra Verney. A história gira em torno do psiquiatra Dr. Arnaldo (Miguel Falabella) e sua atraente secretária, Denise Barcca (Alessandra Verney). O espetáculo começa com a secretária sendo entrevistada e examinada pelo doutor, no seu primeiro dia de trabalho. Como parte da entrevista, ele a convence a se despir. A situação vai se tornando mais intensa, à medida que a entrevista vai avançando, até a entrada em cena da Sra. Mirta (Arlete Salles), esposa de Dr. Arnaldo.

DE RELANCE

O CARTUNISTA e empresário brasileiro Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, confirmou presença na edição de numero oito da Feira do Livro de São Luís, que este ano acontecerá de 31 de outubro a 9 de novembro, ocupando espaços culturais do bairro Desterro. Além dele, está confirmada a participação da escritora Marina Colasanti.

Novo site do Porto do Itaqui traz inovações tecnológicas e informações atualizadas

Gestora do porto afirma que o internauta poderá ter vista de 360º de algumas áreas operacionais do porto, além de informações dos navios atracados.

Foto: Reprodução
A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) divulgou informações sobre o novo site do Porto do Itaqui. A ideia é apresentar ao internauta o sítio eletrônico com um visual moderno, arrojado e intuitivo. As alterações no layout buscam atender a clientes e parceiros da administradora, além de desenvolver um relacionamento mais próximo com a comunidade e o público em geral.
A reformulação do site durou cerca de quatro meses e foi conduzida pela Gerência de Comunicação em parceria com Tecnologia da Informação da Emap. O esforço conjunto uniu a expertise dos profissionais de comunicação com um olhar mais criterioso para tornar a página mais atrativa, objetiva e que proporcionasse acesso rápido e fácil a informações administrativas, operações portuárias, a programação de navios, o planejamento do Itaqui, projetos na área de responsabilidade social, contratos, processos licitatórios entre outros serviços.
A grande novidade do site da Emap está na visualização da programação de navios do Itaqui. Os dados são extraídos (e cruzados) diretamente dos sites Marine Traffic, S2GPI e Google, e fornecem em tempo real a localização (e visualização) geográfica de cada navio atracado e esperado no Porto do Itaqui, além de todos os que estão fundeados na Baía de São Marcos. Essa proposta é inédita entre portos do mundo todo e juntamente com a previsão de clima/tempo e maré, oferece, de maneira objetiva e prática, informações necessárias à comunidade portuária.
Além disso, na nova homepage, a Emap divulga com facilidade as notícias, fotos e vídeos do porto, além de um passeio em 360º por diversas áreas do Itaqui. Informações precisas sobre a história da Emap e do porto, bem como contatos da comunidade portuária, projetos em desenvolvimento e futuros, histórico de movimentação de cargas e diversas outros elementos são fornecidos através de um menu de fácil interação.
O site facilita o acesso da comunidade e público em geral através do seu programa de relacionamento e visitas, onde estudantes, instituições de ensino e demais interessados podem se cadastrar para conhecer o Porto do Itaqui. Esse diálogo aberto através do meio digital busca facilitar a comunicação e atender a todos de forma democrática.
Segundo a Emap, o novo site é mais um projeto que integra o objetivo de colocar o Itaqui entre os 10 melhores portos do mundo, neste caso no ambiente digital.

Fábrica Psiu inaugura sua quarta linha de envase e lança água mineral natural

Empresa maranhense de água mineral, refrigerantes, sucos e energéticos investiu R$ 12 milhões; Psiu tem 12% de participação no mercado maranhense.

Foto: Flora Dolores
Roseana e o presidente da Psiu, Francisco Magalhães da Rocha, descerraram placa inaugural
Com investimentos de
R$ 12 milhões, a fábrica de refrigerantes Psiu, localizada no Distrito Industrial de São Luís, inaugurou ontem sua quarta linha de envase, voltada para a produção de água mineral da marca. A governadora Roseana Sarney acionou o botão de partida da nova linha de produção.
A inauguração da linha e o lançamento da água mineral marcaram o aniversário de 15 anos da Psiu, fábrica que iniciou suas operações em 1999 e que hoje atende a 157 municípios maranhenses.
Essa nova linha tem capacidade para envasar 16 mil garrafas/hora, volume que elevará em 50% a capacidade da fábrica, que, além de água mineral, produz refrigerantes, sucos e
energéticos. O presidente da Psiu, Francisco Magalhães da Rocha, informou que somente a água mineral representa 15% da produção total da fábrica, que é genuinamente maranhense. “Foram seis anos de pesquisa e relatórios, até recebermos a homologação da água”, lembrou.
Hoje, a Psiu tem 12% de participação no mercado maranhense de bebidas. Com a entrada em operação da linha de água mineral, a perspectiva é de elevação do market share no estado.
A indústria da Psiu é uma grande geradora de empregos, reunindo hoje mais de 400 trabalhadores diretamente. A nova linha de envase criou mais 25 postos de trabalho.
Francisco Rocha lembrou que, além de sua persistência de empreendedor, e do trabalho de seus colaboradores, o projeto da Psiu foi possível a partir dos benefícios fiscais do Sincoex concedidos pelo Governo Roseana, à época de sua instalação. “Esse benefício foi fundamental para consolidar a Psiu”, afirmou Francisco Rocha, ao destacar não ter dúvida de que “este estado será ainda uma potência econômica do país”.

Novos projetos – A indústria Psiu tem planejamento estratégico de crescimento no horizonte até o ano 2020. Nesse período, mais equipamentos deverão ser adquiridos para ampliação da fábrica e de sua capacidade de produção.
A exemplo de uma nova sopradora de garrafas, equipamento importado da França previsto para chegar em dezembro deste ano e iniciar a operação em fevereiro de 2015.
Somente este equipamento, segundo o presidente da Psiu, corresponde à capacidade total das atuais cinco sopradoras de garrafas existentes na fábrica.
O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edílson Baldez das Neves, parabenizou a Psiu pelos 15 anos e Francisco Rocha pelo seu empreendedorismo.
Também ressaltou as condições infraestruturais e incentivos fiscais, como o ProMaranhão, que estão sendo oferecidos hoje pelo Governo do Estado, resultando na atração de grandes investimentos para o Maranhão.

Governadora falou de ações para atrair novos investimentos ao MA



Roseana Sarney também destacou o espírito empreendedor de Francisco Magalhães.

A governadora Roseana Sarney parabenizou a Psiu pelos 15 anos e ressaltou que, devido aos incentivos fiscais e programas de capacitação de mão de obra e melhoria de infraestrutura oferecidos por seu governo, o grupo, comandado pelo empresário Francisco Magalhães da Rocha, construiu a sua primeira unidade de produção de bebidas no Maranhão.
Roseana Sarney destacou o espírito empreendedor de Francisco Rocha e de seus mais de 400 funcionários e prestadores de serviços, e solicitou à classe empresarial maranhense e aos brasileiros que escolheram o Maranhão para sediar e ampliar seus negócios que continuem com a sua confiança e seu trabalho.
Ela lembrou que, em 2009, convidou empresários de todo o país para a realização de um painel empresarial, que demonstrou as potencialidades e as vantagens de investir no Maranhão em diversos setores.
A partir daí, o governo, em parceria com instituições da indústria, do comércio e da agricultura, criou condições para novos projetos nas áreas de
energia, gás e petróleo, siderurgia, bebidas e alimentos, beneficiamento de aço e alumínio, produção de grãos e de frutas, construção civil e turismo, além de oferecermos programas de assistência e distribuição de máquinas e equipamentos a pequenos produtores espalhados por todo o estado.
“O resultado é que hoje o Maranhão tem um dos melhores ambientes para novos negócios no Brasil”, afirmou a governadora, ao contabilizar que nos últimos cinco anos 55 grandes empreendimentos entraram em operação no estado, com cerca de R$ 59 bilhões em investimentos privados. Pelo menos 780 novas indústrias se instalaram nesse período, de acordo com a Fiema.
Segundo Roseana Sarney, desde o início o objetivo do governo foi buscar a descentralização da atividade industrial, oferecendo boas condições para os empresários em várias regiões do estado, e ao mesmo tempo propiciar condições para que a produção possa ser escoada com o menor custo possível.

Mais


Entre as estratégias realizadas pela Psiu para sua expansão, constam a construção de um Centro de Distribuição, que atenderá aos municípios de Itinga, Açailândia, Imperatriz, Porto Franco e Estreito, com o objetivo de chegar até Balsas.

Números


R$ 12 Milhões foram investidos pela Psiu na nova linha de envase de água mineral
16 Mil garrafas/hora é a capacidade de envase da nova linha de produção da Psiu
12% É a participação da fábrica da Psiu no mercado maranhense de bebidas
400 Pessoas são empregadas diretamente pela fábrica da Psiu no Maranhão

Até o mês de dezembro, 11 obras estarão em execução pelo PAC Cidades Históricas.

Iphan licitará cinco obras de restauração de prédios históricos

 
Foto: Flora Dolores
Prédio, que hoje é usado como estacionamento
A Superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai licitar mais cinco obras do pacote de ações do PAC Cidades Históricas. O órgão já recebeu os projetos executivos das intervenções que serão feitas no Museu de Artes Visuais, Teatro de Tablado, Casa de Nozinho, Casa do Maranhão e Teatro João Vale. Com isso, 11 das 44 obras previstas, que somam R$ 133 milhões em investimentos, estarão em execução até dezembro.
Segundo o Iphan, 38 obras ainda estavam em fase de elaboração dos projetos executivos. Desses, cinco já estão prontos e foram entregues ao órgão pela Geosistemas - empresa especializada na área e vencedora de licitação pública para dar apoio técnico ao trabalho com a elaboração dos projetos arquitetônicos das obras. A licitação das obras será realizadas no próximo mês. "Estamos dependendo apenas da aprovação dos projetos em Brasília para que publiquemos o edital de licitação das obras, o que deve ocorrer em 15 dias", explicou Marcos Galvão, coordenador das obras do PAC Cidades Históricas no Iphan.
Com o início dessas obras, até dezembro o Iphan terá em execução 11, das 44 previstas, que incluem a recuperação de casarões históricos e logradouros. Seis já estão em andamento e ficam prontas até o primeiro semestre de 2015. O cronograma da Superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) prevê para dezembro de 2016 a conclusão de todas as 44 obras do programa, que soma R$ 133 milhões em investimentos.

Rua Grande - O Iphan pretende iniciar também até dezembro a obra de requalificação da Rua Grande, que incluirá as praças Deodoro e do Pantheon. O projeto foi enviado para a sede do órgão, em Brasília, para análise.
Somente após a aprovação a elaboração do projeto executivo poderá ser licitada. Essa é a principal das 44 obras do pacote e prevê, entre outros
detalhes, que toda a fiação elétrica seja embutida e inclui serviços de drenagem e outros pontos. Por isso, ela será licitada pelo Regime Diferencial de Contratação (RDC), que permite a contratação da obra e do projeto executivo em um único edital, para dar mais celeridade ao processo.

Obras em execução - Atualmente, estão em execução a obra de requalificação da Praça da Alegria, que foi iniciada em agosto deste ano, e a restauração das fachadas do Sobrado dos Belfort, nº 37 (antigo Hotel Ribamar), na Praça João Lisboa, Centro, também iniciadas em agosto. Outra obra já em execução é a restauração do Palácio Cristo Rei, no Largo dos Amores, que teve início há cinco meses.
Já estão em andamento também a restauração do Sobrado 341, na Rua da Estrela, Praia Grande, onde funcionará o anexo do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (Uema); restauração do Sobrado 286, também na Rua da Estrela, onde funcionará a sede da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), e a restauração do Palácio das Lágrimas, na Rua da Paz, Centro, onde será implantado o Museu da Ciência.
As seis obras já em execução vão ser concluídas ainda no primeiro semestre de 2015. Em São Luís, o PAC Cidades Históricas é coordenado pelo Iphan em parceria com o Governo do Estado, que é o responsável pela contratação da empresa Geosistemas.

Mais


A obra de requalificação da Praça da Alegria será a primeira do pacote de ações do PAC Cidades Históricas a ser entregue em São Luís. Os serviços ficam prontos em novembro deste ano, segundo a Superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em julho deste ano, 25 comerciantes informais que atuavam na Praça da Alegria, centro de São Luís, foram remanejados para a Praça Deodoro. No mês seguinte tiveram início as obras de requalificação do local. Orçada em R$ 865.708,38, a obra revitalizará o espaço urbano da área.

domingo, 21 de setembro de 2014

Resolução da Antaq limita a movimentação de soja no berço 105 do Itaqui

Determinação da agência reguladora prevê o repasse do excedente de cargas para o Tegram; situação causou descontentamento no meio empresarial.

Foto: Flora Dolores
Armazéns do Tegram em construção na zona portuária
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) indeferiu quarta-feira (17), por unanimidade, o pedido de revisão da Resolução nº 1914, que determina que parte do volume de grãos escoado pela infraestrutura portuária da Vale passe a ser operado pelo novo Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no porto de Itaqui (MA). De acordo com o jornal Valor Econômico, a resolução, de 2010, era contestada pela Vale e grandes tradings agrícolas que operam na região.
Com a decisão, tomada na reunião mensal da diretoria da Antaq, continua a valer a determinação que limita a 2,4 milhões de toneladas de soja e a 90 mil toneladas de farelo de soja a movimentação anual de armazenagem e embarque de grãos agrícolas, principalmente soja, pelo Píer II (assim denominado pela Vale e pela VLI, referindo-se ao berço 105 do Porto do Itaqui). O volume excedente terá de ser desviado para o Tegram, que deverá entrar em operação em novembro.
O assunto, segundo o noticiário, causou desconforto entre as tradings, que alegam restrição concorrencial. Cargill, Bunge, Ceagro e Algar afirmam que a medida fere os direitos de usuários de portos públicos.
A movimentação de soja por Itaqui alcançou 2,97 milhões de toneladas em 2013 e vem crescendo gradativamente, à medida que a fronteira agrícola se expande para o Norte e novos investimentos em logística são realizados.
Se o Tegram já estivesse em operação, com as regras atuais, isso significaria que quase 600 mil toneladas de soja seriam escoadas pelo consórcio formado por NovaAgri, CGG Trading, Glencore e Consórcio Crescimento (joint venture da Amaggi e Louis Dreyfus).
Segundo dados da administração do Porto do Itaqui, o berço 105 movimenta quase 5 milhões de toneladas por ano, entre ferro-gusa, cobre, soja em grão e farelo. Portanto, o desvio de 500 mil ou 600 mil toneladas de soja não seria tão relevante para a Vale/VLI, sobretudo quando há previsão de elevação nos embarques de cobre da companhia. Mas para o Tegram haveria um impacto significativo no escalonamento de grãos.

Histórico – O desenrolar do problema da movimentação de soja e a Resolução nº 1914 tem sido tornado público desde julho deste ano. A celeuma é considerada um despropósito impensável pelas empresas consorciadas do Tegram: a determinação foi apresentada em audiência pública e constava no edital de licitação do futuro terminal, informação pública a quem pudesse interessar.
Do ponto de vista jurídico, uma eventual reversão na regra traria mais insegurança ao processo licitatório no país, dizem fontes familiarizadas com a discussão. Além disso, todos os estudos de viabilidade técnica e econômica (EVTE) do negócio foram baseados no redirecionamento de parte da carga da VLI para o Tegram.
O Tegram deverá suprir a demanda de produtores de grãos dos Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e do nordeste do Mato Grosso. O empreendimento é composto por quatro armazéns graneleiros com capacidade estática de 125 mil toneladas cada - um para cada empresa consorciada. Na primeira fase, o terminal terá capacidade de movimentar 5 milhões de toneladas por ano, e até 2019 deverá chegar a 10 milhões de toneladas.

Maranhão tem 23 projetos de energia em leilão

Pregão será realizado no dia 28 de novembro e os projetos são de energia eólica e térmica.

 
 
O Maranhão tem 23 projetos de empreendimentos eólico e térmico cadastrados no Leilão de Energia Elétrica A-5, de acordo com informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O certame, que será realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estava programado para ser realizado no fim deste mês, porém a expectativa da entrada de usinas hidrelétricas levou o Ministério de Minas e Energia adiar o evento para o dia 28 de novembro.
Conforme os dados da EPE, os 23 projetos maranhenses totalizam 666 MW de energia. A maioria dos empreendimentos, um total de 21, corresponde à fonte eólica, com a oferta de 606 MW. Os dois outros projetos são termelétrica à biomassa, com a oferta de 60 MW.
A EPE recebeu pedido de cadastramento de mais 74 projetos para o Leilão A-5, o que corresponde a cerca de mais 3 mil megawatts.Entre os novos empreendimentos estão duas hidrelétricas, que somam potência de 268 megawatts (MW).
Ao todo, o Leilão A-5 recebeu pedido de inscrição de 1.115 empreendimentos (1.041 antes do adiamento), totalizando 53.869 megawatts (MW), que ainda passarão pela fase de habilitação na Empresa de Pesquisa Energética.
A energia eólica continua com o maior número de projetos, seguida da energia solar. Em termos de capacidade instalada, os projetos de térmicas a gás natural lideram a lista do A-5, com mais de 20 mil MW.
O leilão visa contratar energia de hidrelétricas, eólicas, usinas solares e termelétricas movidas a carvão, a gás natural e a biomassa. Os empreendimentos hidrelétricos serão contratados na modalidade quantidade pelo prazo de 30 anos. Na modalidade disponibilidade, as térmicas serão contratadas por 25 anos e as usinas eólicas e solares por 20 anos. A energia vendida no leilão das fontes citadas terá início de suprimento em 1º de janeiro de 2019.

Documentação - Entre as novidades em relação a editais passados está a alteração do prazo para entrega de documentos de habilitação. O prazo foi reduzido de 20 para 15 dias úteis. A entrega de documentos de constituição das sociedades de propósito específico também foi modificada, de 15 dias úteis após a adjudicação para 90 dias corridos, contados da data de realização do leilão. As mudanças visam agilizar a realização dos eventos após o leilão.
Também foi alterada a vigência da garantia de participação que foi ampliada de cinco para 10 dias úteis após a data prevista para aporte das Garantias de Fiel Cumprimento. A ampliação da vigência busca facilitar a gestão das garantias nas fases de recebimento e validação de Garantias de Fiel Cumprimento e de devolução das garantias de participação das empresas que negociaram energia no leilão.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

IBGE desmente dados de Flávio Dino sobre abastecimento d’água no MA

Publicado em por  em seu blog


dinoDados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) revelam que o candidato a governador Flávio Dino (PCdoB), da coligação “Todos pelo Maranhão”, usou dados falsos em seu programa eleitoral ao falar sobre o abastecimento d’água no Maranhão.
Num programa em que aparece conversando com uma eleitora (veja aqui), o comunista afirma, em dois momentos, que metade da população maranhense vive sem água em casa.
“Os anos passam e metade dos maranhenses até hoje não tem água em casa [...] Metade da população do Maranhão, praticamente três milhões de maranhenses, tem esse mesmo problema de vocês. Não têm água em casa”, diz o candidato, nos dois trechos em que toca no assunto.
A Pnad do IBGE, no entanto, mostra que o panorama é bem diferente do apresentado por Dino.
Segundo a pesquisa, nada menos que 85,7% dos domicílios do Maranhão têm acesso a água encanada (veja aqui). Ou seja: são apenas 14,3% os que não têm acesso ao benefício.
pnad
Os números são parecidos com os apresentados pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 – plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 5.565 municípios brasileiros, que compila mais de 180 indicadores de população, educação, habitação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010.
agua_encanadaDe acordo com o Atlas, no Maranhão, a água encanada chega a 82,12% das residências.
Aliado desmente
Os números apresentados por Flávio Dino são tão irreais que não batem nem mesmo com os do seu tutor, o ex-governador José Reinaldo (PSB).
Em artigo publicado em seu blog em setembro de 2008 (leia aqui) – e citando artigo de José Lemos, engenheiro agrônomo e professor associado da Universidade Federal do Ceará (UFC) -, o socialista apresentava avanços na área.
Segundo José Reinaldo, já naquele ano o índice de residências abastecidas por água encanada chegava a mais de 64%.
“Outros avanços mostrados pelo professor: em 2001 tínhamos 55,30% das residências do estado sem água encanada. Fizemos um esforço gigantesco e os dados do PNAD mostram o avanço. Em 2007 baixamos para 35,74%. Um avanço extraordinário de praticamente 20% do total das residências no estado em 6 anos”, escreveu o aliado de Dino.
Mas, pelo visto, o comunista não lê o que seu tutor escreve…